O que você viu de melhor entre filmes e séries nesse primeiro semestre? Como todos os anos, assisti menos coisas que gostaria ( minha lista é imensa, rsrs) . E também, como todos os anos, fiz a minha listinha de melhores e piores do meio do ano (fica mais fácil pra fazer a final depois, rs). Então veja aqui a minha lista e onde você pode assistir tudo – ou quase tudo.
Começando pelos piores…
Vamos começar pelo pior, ou piores? Quando eu vi Terror em Silent Hill, eu achei que tinha o meu pior do ano. Mas nada tinha me preparado para A Maldição da Múmia. Muito péssimo.
Terror em Silent Hill – Prime Video
Tudo começa com um casal se conhecendo na estrada. O tempo passa, e agora James (Jeremy Irvine) recebe uma carta misteriosa de seu amor perdido após ter se separado dela. Ele é intimado a voltar para a cidade de Silent Hill. Na carta, está a promessa de que irá encontrar sua preciosa alma gêmea novamente. No entanto, com o passar dos dias nessa comunidade agora irreconhecível, eventos bizarros causados por uma força malévola desconhecida começam a acontecer. Conforme ele se aprofunda na cidade, James vai dando de cara com figuras sombrias, familiares e monstruosas. Sem entender o que está acontecendo e que força é essa que tem tanta influência na cidade, o rapaz começa a questionar a sua sanidade mental. Isso enquanto desvenda uma verdade apavorante com a esperança de permanecer forte o suficiente para resgatar a sua amada. Ruim, veja a crítica aqui.
A Maldição da Múmia – Estreia dia 4 na HBO Max
Com certeza é um dos filmes mais nojentos que já vi. Também não assusta – não gostei (crítica aqui). Na história, tudo começa no Egito. A filha de um jornalista americano desaparece sem deixar rastros, deixando a família dilacerada e em luto. Eles voltam para o Estados Unidos , mas a vida é triste e incompleta. Até que, oito anos mais tarde, a jovem garota reaparece, dentro de um sarcófago , deixando todos chocados. Mas há algo estranho nela. O problema é que esse encontro aparentemente feliz transforma-se em um pesadelo de proporções gigantescas.
Documentários
Vejo poucos documentários, por absoluta falta de tempo. Mas tem muita coisa boa disponível no streaming. Nesse primeiro semestre, eu destaco três imperdíveis
O lendário Martin Scorsese – Apple TV Plus
A série tem a direção de Rebecca Miller (esposa de Daniel Day Lewis e filha do dramaturgo Arthur Miller). Ela alterna entrevista do próprio Scorsese com Rebecca, e entrevistas com outras pessoas famosas que estiveram presentes em diversos momentos de sua carreira, como Robert de Niro, Leonardo diCaprio, Sharon Stone, Cate Blanchett, Spielberg e o pròprio Daniel Day Lewis, entre vários outros. Há também nomes menos conhecidos do grande público, como roteiristas e até fontes inspiradoras de seus filmes de máfia. E claro, a família. A crítica está aqui.
Mel Brooks O Homem de 99 anos – HBO Max
O documentário segue a mesma linha do de Scorsese. Uma entrevista do diretor Judd Apatow com Mel Brooks, e outras com filhos, e pessoas que trabalharam com ele , sejam atuais ou de arquivo. Entre os atuais estão Jerry Seinfeld, Adam Sandler, Dave Chapelle. É especialmente triste ver as entrevistas dos recentemente falecidos David Lynch, que fala claramente que deve sua carreira a Mel Brooks, que o contratou para dirigir O Homem Elefante, e Rob Reiner. A parte de Rob Reiner é especialmente tocante porque ele conheceu Mel ainda criança. Isso porque o pai de Rob, Carl Reiner, era o melhor amigo de Mel. Um video com ambos inclusive finaliza o documentário. A crítica está aqui.
Very Ralph – HBO Max
A história de vida admirável de Ralph Lauren é o tema do documentário que está disponível na HBO Max, Muito Ralph – A Vida e Obra de Ralph Lauren – crítica aqui. Ralph Lauren não teve uma formação em moda, não sabia costurar, mas tinha o olha para coisa. Para saber o que funcionava e o que não numa roupa. Com isso deixou para trás uma vida de infância pobre para criar uma marca que hoje vale 6.3 bilhões de dólares. E isso se deve muito a sua visão “fora da caixa”. E o documentário deixa isso bem claro, inclusive usando figuras famosas da moda, como Anna Wintour, Calvin Klein e Karl Lagerfeld, só para citar alguns. Até o pessoal de Hollywood falou – a maior surpresa foi a aparição de Woody Allen.
Menções honrosas
Entre os filmes nacionais, adorei a comédia Velhos Bandidos – me divertiu. E acho que a série Off Campus é um prazer com culpa que merece uma menção honrosa, assim como o delicioso filme romântico que me emocionou, Mensagens para Isabelle.
Velhos Bandidos – Prime Video
É uma comédia sofisticada – crítica aqui. Sem exageros, com bons atores, e também sem querer reinventar a roda. Traz sorrisos, algumas risadas (especialmente com Vladimir Brichta). Nancy (Bruna Marquezine) e Sid (Vladimir Brichta) são dois golpistas que vivem de pequenos assaltos. Mas uma bela noite, quando vão assaltar a casa dos velhinhos Marta (Fernanda Montenegro) e Rodolfo (Ary Fontoura) , a coisa muda. Só que nada poderia preparar os dois jovens para a energia desses dois idosos. Ainda mais porque eles tem os seus próprios planos – e isso inclui um assalto a um banco. E eles ainda não contavam com a insistência de Oswaldo (Lázaro Ramos), um obstinado investigador.
Off Campus: Amores Improváveis – Prime Video
Romântica e fofa, me conquistou totalmente – crítica aqui. Ela se baseia numa série de livros de autoria de Elle Kennedy. Essa primeira temporada cobre a história do primeiro livro. Na história, um grupo de amigos amadurece e descobre o amor enquanto atravessam os desafios do hóquei universitário. Garrett (Belmont Cameli), Dean (Stephen Kalyn), Logan (Antonio Cipriano) e Tucker (Jalen Thomas Brooks) formam um grupo de amigos que faz parte do time de hóquei de elite da universidade. Assim como nos livros, à cada temporada, o público seguirá o romance de cada um dos protagonistas, a começar por Garrett Graham, que se apaixona por Hannah Wells (Ella Bright), uma estudante de música que não gosta de hóquei (e nem dele).
Mensagens para Isabelle – Netflix
Jill (Zoey Deutch) tenta lidar com o luto da perda da irmã deixando mensagens de voz no antigo telefone dela. Nelas, Jill relata a vida caótica que leva em São Francisco desde então. Quando, porém, o número é reatribuído sem que ela saiba, um corretor imobiliário reservado chamado Wes (Nick Robinson) passa a receber e acompanhar as mensagens hilárias e confessionais de Jill. Não demora muito para que eles se encontrem pessoalmente e claro, se apaixonem. É fofo, romântico, emocionante e divertido – crítica aqui.
E as melhores séries?
Entre as melhores séries que vi estão Como um relâmpago, All her Fault, a segunda temporada de The Pitt, e a comédia A Dona da Bola. E o maior destaque foram os spinoffs de Game of Thrones. Tanto O Cavaleiro dos 7 reinos quanto os primeiros episódios de A Casa do Dragão foram sensacionais.
Como um Relâmpago – Netflix
Ela na verdade estreou no ano passado, mas eu só vi nesse. Teve quatro indicações para o Critics Choice – crítica aqui . A história se baseia no romance Destiny Of The Republic , de Candice Millard. A série reconta o chocante e estranho assassinato de James A. Garfield (Michael Shannon), o 20º e relutante presidente dos Estados Unidos. Admirado por muitos, Garfield acabou atraindo a atenção de Charles Guiteau (Matthew Macfadyen). E este transformou sua admiração pelo presidente em uma obsessão que o levou a matar o homem mais importante do país em 1881. Mas a história tem mais …
All her Fault – Prime Video
É uma trama policial cheia de reviravoltas que vale a pena ver – crítica aqui. Quando Marissa (Sarah Snook) chega para buscar seu filho Milo na casa de um colega da nova escola, a mulher que atende a porta garante que nunca ouviu falar dele. Desesperada e pensando o pior, Marissa embarca numa caçada pelo paradeiro de Milo que desapareceu sem deixar rastros. Desvendar esse mistério não será fácil ou aproximará Marissa e seu marido Peter (Jake Lacy). Pelo contrário, a família passa a se desintegrar. Enquanto isso, Marissa forja um forte laço com Jenny Kaminski (Dakota Fanning). Juntas, elas buscam por Milo, desvendando profundos segredos familiares que alteram a vida de ambas.
The Pitt – HBO Max
A primeira temporada já havia sido sensacional. A segunda não ficou atrás- crítica aqui. Agora na segunda temporada, o pronto-socorro está em polvorosa por causa do feriado de 4 de julho. Os casos mais incríveis aparecem , mas o grande desafio dos profissionais de saúde é superar o foto de que um hacker invadiu o sistema do hospital e eles tem que fazer tudo de maneira analógica. Além disso, Robby ( Noah Wyle) tem que encarar seus próprios demônios e também sua substituta, já que ele sairá de férias por três meses. Mas há algo mais por trás disso.
A Dona da Bola – Netflix
Mais um caso em que a primeira temporada já havia sido ótima. E a segunda também é – crítica aqui. A segunda temporada começa pouco depois de onde a primeira terminou. Ou seja, a volta do irmão depois de passar um tempo numa clínica de reabilitação. E agora Isla enfrenta a pressão de todas as suas decisões sendo alvo de escrutínio para provar que é mais do que uma substituta interina para seu irmão, Cam (Justin Theroux) . Enquanto tenta consolidar sua liderança e lidar com conflitos familiares, Cam atua nos bastidores para retomar o controle do time. E além disso, Isla tem que lidar com um possível futuro casamento.
O Cavaleiro dos 7 Reinos – HBO Max
O início foi lento demais, mas a segunda metade foi brilhante ( crítica aqui). Um século antes dos eventos de Game of Thrones, Westeros era palco das aventuras de dois heróis improváveis: Sor Duncan (Peter Claffey), o Alto, um jovem cavaleiro corajoso e ingênuo, e seu escudeiro Egg, ninguém menos que o futuro rei Aegon V Targaryen (Dexter Sol Ansel). Ela é ambientada em um período em que a Casa Targaryen ainda governava o Trono de Ferro e a lembrança dos dragões era viva. Essa dupla peculiar enfrenta inimigos poderosos, e desafios perigosos. Esse prelúdio mergulha em um Westeros próximo da era de Game of Thrones, oferecendo uma narrativa repleta de intrigas políticas, ação e laços improváveis.
A casa do Dragão – HBO Max
Na vida real, dois anos podem ter se passado, mas na série, os acontecimentos começam praticamente onde a temporada 2 terminou. Os Lannister se juntam à Triarquia, e Rhaenyra se prepara para cumprir o plano de assassinato de Aegon, que ela acertou com Alicent. Esta retorna para Porto Real enquanto Aegon foge com Larys para tentar se salvar. e claro, Rhaena encontra Roubaovelha. Só que nada acontece como os personagens esperavam, claro. Enquanto escrevo esse texto somente dois episódios foram exibidos. Mas que episódios grandiosos, e que atuações fenomenais!
E os filmes?
Os meus preferidos entre os filmes lançados este ano (todos passaram pelo cinema) não seguem uma ordem de preferência – isso vou deixar para o final do ano, rsrs.
A Noiva – HBO Max
O filme tem uma vibe punk, algo meio Sid & Nancy, meio Bonnie e Clyde, meio Coringa. E já aviso que não é um filme de terror. A história se passa em Chicago na década de 1930. Acompanha a origem da Noiva (Jessie Buckley), uma jovem assassinada que ganha vida novamente. Tudo começa quando monstro do cientista Frankenstein ( Christian Bale) que, solitário, pede por uma companhia para a Dr. Euphronius ( Annette Bening). Os dois, então, trazem de volta à vida a jovem e, assim, nasce uma nova criatura: a Noiva. Só que ela é uma pessoa bem diferente, e descobre um mundo marcado por obsessões e violência, além de se envolver num romance selvagem e explosivo. Grande trabalho da diretora Maggie Gyllenhaal e dos atores – crítica aqui.
O Morro dos Ventos Uivantes – HBO Max
Muita gente falou mal, mas eu adorei (crítica aqui)! O filme já começa enganando apenas com sons que levam a pensar que se trata de uma situação, quando se trata de outra bem diferente (#semspoilers). Ali temos o primeiro vislumbre do garoto Heathcliff. Ele mesmo será “adquirido” por um senhor de terras, que o levará para casa para ajudar no dia a dia (quase um escravo que dorme em um celeiro frio). O senhor tem uma filha um pouco mais velha que Heathcliff, Cathy. Os dois, com aproximadamente 11 anos, desenvolvem um relacionamento de clara dependência, como se fossem os únicos salvadores de uma ambiente inóspito.
O tempo passa, eles se tornam adultos, e desenvolvem um amor profundo e avassalador que transcende a moralidade. Só que Catherine acaba decidindo se casar com o nobre Edgar Linton, em busca de um futuro melhor, o que faz Heathcliff fugir. Anos depois, ele retorna, agora rico e implacável e ainda totalmente apaixonado. Mas vai dedicar sua vida a vingar-se das famílias Earnshaw e Linton, que o humilharam no passado.
Hamnet – Estreia dia 24/07 na Prime Vídeo
Jessie Buckley ganhou todos os prêmios por sua magnífica interpretação nesse filme (crítica aqui). O filme se baseia no livro de 2020 de autoria de Maggie O’Farrell. Ele começa no dia em que William Shakespeare e Agnes se conheceram no meio da floresta. Acompanha então o difícil início da vida dos dois juntos, e ainda o nascimento de seus três filhos. Mas o ponto de destaque de destaque da história é a tragédia, quando o casal perde seu filho de 11 anos para uma das várias pragas que assolaram o século XVI. Hamnet era o nome do menino e, nessa história ficcional sobre a vida doméstica de Shakespeare. O filme explora os temas da perda e da morte, acompanha a rotina e o dia a dia de uma família, bem como as alegrias e as tristezas e a história de amor poderosa que inspirou a criação da peça Hamlet.
Song Sung Blue: Um Sonho a Dois – Estreia dia 31/07 na Prime Video
Que filme delicioso, com grandes atuações (Kate concorreu ao Oscar) e uma fantástica trilha sonora (crítica aqui). Ele se baseia em uma história real. Acompanha a jornada de um casal de Milwaukee, Mike (Hugh Jackman) e Claire Sardina (Kate Hudson). Tudo começa quando os dois se conheceram. Mike Sardina era um imitador do cantor Don Ho quando, numa feira estadual, conhece Claire enquanto ela sobe no palco para se apresentar como Patsy Cline. Ambos músicos com aspirações grandiosas, a dupla acaba se tornando um ícone local quando formam uma banda de tributo a Neil Diamond. Essa é uma decisão que muda por completo a vida dos dois artistas. E nessa jornada musical, o casal experimenta o sucesso e a desilusão.
Família de Aluguel – Disney Plus
O filme se passa em Tóquio e acompanha um ator americano chamado Phillip com dificuldades de encontrar novos trabalhos e um propósito em sua vida. Isso até esbarrar com um serviço incomum: uma agência japonesa de “aluguel de família” na qual ele ocupará o papel de pai, namorado e amigo substituto para estranhos. Quanto mais ele mergulha no mundo e na vida de seus clientes, mais ele começa a se importar verdadeiramente com essas pessoas, formando laços genuínos que ameaçam os limites entre performance, atuação e realidade. Ao confrontar as implicações morais de seu novo trabalho, o ator redescobrirá o valor do pertencimento e a beleza sutil das relações humanas. Veja a crítica aqui.








































