Eu adoro Steven Spielberg. Vários de seus filmes estão entre meus preferidos da vida, caso de Caçadores da Arca Perdida e The Post, por exemplo. Amei seu último filme, The Fabelmans. Portanto estava bem curiosa para assistir Dia D, que chega nessa quinta nos cinemas. É a volta do diretor ao tema da ficção científica e extraterrestres. Sei que a maioria da crítica amou, mas apesar de reconhecer suas qualidades cinematográficas, e a importância da mensagem, não consegui embarcar dessa vez.

Duas pessoas sem nada em comum (Josh O`Connor e Emily Blunt) são completamente retirados de sua rotina sem saber ao certo a razão. Daniel está fugindo de um grupo do governo, que quer a todo custo recuperar um artefato que está com ele. Margaret é uma garota do tempo do Kansas, que começa a ouvir os pensamentos das pessoas. O que move esses dois irá desencadear a revelação de segredos militares mantidos por décadas e forçando a humanidade a encarar que não está sozinha. Isso se um alto funcionário do governo (Colin Firth) não conseguir impedir .
O que achei?
O filme tem um pouco de tudo. Claro, tem ficção científica e extraterrestres, mas também tem suspense e cenas de perseguição muito boas. Há também momentos dramáticos e emocionantes (onde Emily Blunt arrasa). Muita gente diz que Dia D seria a terceira parte de uma trilogia que incluiria Contatos Imediatos do Terceiro Grau e ET. Isso porque tem uma mensagem de esperança. Sim, Spielberg quer que acreditemos que as coisas podem melhorar nesse mundo tão louco que vivemos – e que os extraterrestres podem ter um papel importante nisso.

O filme se divide em três partes. Na primeira, as coisas começam a acontecer para Daniel e Margaret. Na segunda, os dois se encontram para seguir um objetivo comum. E na terceira, é o Dia D do título. O filme tem 2h25 minutos, e em alguns momentos esse tempo é sentido. Especialmente porque você ficará bastante tempo sem entender o que está acontecendo e quais os papéis de todos os envolvidos nessa história. Se você tiver paciência, tudo terá uma explicação, mas até lá prepare-se para ficar bem perdido.

E no final…
A resolução, e especialmente a cena final, pode deixar você meio sem paciência (meu caso), dependendo da sua visão de vida. E isso pode influir muito sobre se gostará ou não do filme. Mas, uma coisa é certa, Emily Blunt e Colin Firth estão simplesmente arrasadores. Eve Hewson, filha de Bono, que esteve em Jay Kelly e O Casal Perfeito, também está ótima como Jane – suas ”transformações” são incríveis. E confesso que mais uma vez ainda não consegui entender o que todo mundo vê em Josh O`Connor. Para mim ele é sempre igual, além de feio, e que parece que não toma banho. Mas Hollywood ama, e até eu tenho que reconhecer que aqui ele está um pouquinho melhor que na maioria de seus filmes. Só que fico imaginando um ator mais interessante – um Andrew Garfield, por exemplo – faria com um papel desses.









































