Os quatro filmes de Toy Story estão entre os grandes destaques da história da animação (todos estão disponíveis no Disney Plus). Eles não só entretém as crianças, como também conquistam e emocionam os adultos. Desafio alguém a não chorar na cena do incinerador em Toy Story 3, rsrs. E eu confesso que realmente não esperava que a Pixar continuasse as histórias, especialmente do jeitinho perfeito que Toy Story 4 arrematou tudo. Mas fui assistir Toy Story 5, que vai estrear nessa quinta nos cinemas, com o pé atrás. Só que logo me deixei levar, emocionar, e rir. Pode assistir sem medo – Toy Story 5 está no mesmo nível de excelência dos anteriores.

O ponto principal é como os brinquedos lidam com a chegada da tecnologia. Agora com 8 anos de idade, Bonnie está com dificuldades de fazer amigos. É quando seus pais resolvem comprar um tablet para ela. Lilypad é um dispositivo que consegue criar mundos virtuais inteiros prendendo a atenção de Bonnie e a fazendo se distanciar dos brinquedos. Jessie tenta manter todos unidos e esperançosos, mas quanto mais tempo Bonnie passa com Lilypad, mais os brinquedos entram em desespero. Woody, mais velho e experiente, volta para tentar tudo que pode para ajudar todos a lidar com essa nova realidade. É quando os brinquedos começam uma jornada difícil de aprendizado que revela que a tecnologia e a tradição podem coexistir.
O que achei?
Tudo corre “redondinho” e de forma envolvente. A novidade é que a protagonista dessa história é Jessie, a boneca que entrou na história em Toy Story 2. E ela é ótima. Woody e Buzz são meros coadjuvantes, mas que tem grande importância no decorrer da história. Há ainda a chegada de outros brinquedos eletrônicos, além de Lilypad. São os primeiros brinquedos eletrônicos, que também se sentem obsoletos. Vão fazer você rir muito. Esse mix de novos personagens com os antigos funciona especialmente bem.

Há também muita aventura, especialmente quando Jessie e Bala no Alvo saem da casa em busca de uma maneira de ajudar Bonnie e se enturmar e não ficar totalmente dominada pelas redes. Na parte final quando Woody e Buzz se juntam a Jessie, a coisa fica ainda mais divertida. Outro ponto alto é o exército de Buzz 2.0 que caem numa ilha, e acabam se envolvendo na história. Achei brilhante essa invenção do roteiro, e a forma como é apresentada logo no prólogo.

O filme aborda sobre a quantidade de horas que uma criança passa em frente a telas, adaptação e a perda de afeto humano com a chegada do distanciamento causado pelo digital. Mas nada é feito de maneira didática. E é claro que a gente não vai esperar que a Pixar se posicione totalmente contra tecnologia. E apesar de começar com um “discurso de velhinho” (a tecnologia é algo ruim), logo os brinquedos mostram que é possível uma coexistência pacífica entre o antigo e o moderno – algo com que concordo totalmente. Só que o ponto principal que o filme quer passar, no meu ponto de vista, é que as crianças devem brincar, e se mostrar como é, gostando de bonecos ou de tablets. E com isso ser fiel ao seu próprio eu. Acho isso importante.

As vozes
Infelizmente assisti ao filme na versão dublada. Com isso se perde as nuances das vozes conhecidas de Tom Hanks, Tim Allen e Joan Cusack. E ainda as novas, como Greta Lee como Lily, e Conan O’Brien como Rolinho (tem piadas ótimas). É claro que a dublagem em português é ótima, mas sempre prefiro ver a interpretação original. Ainda mais quando falamos desses grandes talentos. O jeito vai ser esperar quando for lançado no Disney Plus.









































