Eu sou uma daquelas poucas pessoas por aqui que adora o inverno. Adoro as roupas mais elegantes, assistir um filme debaixo das cobertas. E apesar do inverno só ter começado hoje, eu assisti ontem O Frio da Morte, que estreou na Prime Video. O que me chamou a atenção foi, claro, a presença sempre ótima de Emma Thompson, e a ação se passar no meio da neve. Adoro!

Na história, uma viúva chamada Barb (Emma Thompson) viaja para o meio do nada para espalhar as cinzas do marido. Presa em uma nevasca, ela busca abrigo em uma cabana isolada e descobre uma jovem mantida em cativeiro por um casal armado. Sem sinal de celular, ela se torna a única esperança de sobrevivência da vítima.
O que achei?
Barb é uma heroína que ‘é uma mistura de Frances McDormand e de Liam Neeson (referências a Fargo e qualquer filme de Liam que se passa na neve, rs). Ela já é uma senhora claramente entristecida pela perda de seu companheiro, mas sabe se virar por aí (a cena em que ela costura um ferimento com as coisas de seu kit de pesca é chocante). E você acredita que ela não pensa duas vezes para ajudar a jovem em perigo. Mas ao mesmo tempo, também aceita que ela não sabe lidar com aquilo, e está extremamente assustada.

É mais um triunfo de Emma, que consegue fazer qualquer coisa, mostrar suas rugas sem vergonha, e ainda esconde totalmente seu sotaque britânico. Há vários flashbacks, provavelmente para a gente tentar entender melhor quem é essa mulher. Mas boa parte do tempo isso soa desnecessário (Emma nos convence de qualquer coisa). Entretanto há um toque interessante , que chama a atenção, já que Gaia Wise (filha de Emma e Greg Wise) faz o papel de Barb quando jovem.

É preciso também ressaltar o trabalho de Judy Greer, que faz a vilã, algo muito diferente do que estamos acostumados a vê-la fazer nas telas – se bem que ela já mudou um pouco na temporada 2 de A Última Coisa que ele me Falou.. Há inclusive uma cena final de luta que é especialmente curiosa, visto que nem ela nem Emma são conhecidas por esse tipo de ação. E o final não deixa de ser poético, apesar de forçar um pouco a barra. Mas Emma pode tudo, e a gente aplaude.









































