Conecte com a gente

Olá, o que você está procurando?

Cinema

Os novos Roses são até mais incômodos do que os originais

Lembro que quando vi A Guerra dos Roses na época de seu lançamento no final dos anos 80, não gostei muito (o filme está disponível atualmente no Disney Plus). Talvez porque esperava algo mais similar a Tudo por uma Esmeralda e A Joia do Nilo, comédias românticas que Michael Douglas e Kathleen Turner havia feito antes desse filme. Mas fiquei incomodada com a história de um casal que chega às ultimas consequências para acabar um com o outro. O tempo passou, e agora uma nova versão dessa mesma história está chegando aos cinemas nessa quinta. O título agora é Os Roses: Até que a Morte os Separe. Nos papéis principais estão Olivia Colman e Benedict Cumberbatch, ótimos atores. Mas assim como na primeira versão, o filme me incomoda por um monte de razões.

Ivy (Olivia Colman) e Theo (Benedict Cumberbatch) são um casal aparentemente feliz com dois filhos. Tudo parece extraordinário: Ivy  adora cozinhar e tem um restaurante não muito bem sucedido, Theo é um arquiteto renomado; o casamento dos dois é repleto de amor e carinho e seus dois filhos são maravilhosos. Um contratempo, porém, acaba provocando um conjunto de ressentimentos e competição que acaba com essa fachada de família de margarina e vida ideal. Ao mesmo tempo a carreira de Ivy e seu restaurante  decolam, a de Theo despenca quando ele perde o emprego após um desastre arquitetônico. É assim que a tempestade perfeita se forma e uma bomba cheia de mágoas escondidas, implicâncias em público e disputas ferozes se prepara para explodir.

O que achei?

O incômodo com essa nova versão não é apenas por causa  da história baseada no best-seller original. Os diálogos são afiados demais. Há alguns que se salvam. Um exemplo é ” Quando éramos mais jovens, eu sabia o que ela ia falar antes que o fizesse. Agora eu não sei o que ela disse depois que ela o fez.”. Mas em geral, tudo é muito incômodo. Não tenho paciência com gente que tem tudo para ser feliz, e fica “procurando pelo em ovo”.  Especialmente quando é mostrado como comédia. Os dois personagens são insuportáveis.

É claro que os dois atores são ótimos, e  “se jogam” nos diálogos raivosos e nas cenas de violência.  Mas vamos combinar que Cumberbatch e Colman não tem a menor química um com o outro. É muito difícil acreditar que são apaixonados e mais ainda, atraídos um pelo outro. Aliás, um parêntese aqui, o que é o figurino da personagem de Colman? Fazia tempo que não via algo que tem o claro objetivo de deixar a protagonista feia demais.

Claro que o filme tem pontos positivos. Dá pra dar uma ou outra risada nervosa com os amigos do casal vividos por Kate McKinnon e Andy Samberg. A trilha sonora é boa, assim como a fotografia e a direção de arte. Gosto especialmente da casa construída por Theo e o restaurante de Ivy. Ainda há uma participação muito especial de Allison Janney como a advogada. Ela é ótima sempre. Mas isso não é suficiente para salvar uma experiência bem incômoda.

 

 

 

Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Últimas Notícias

Cinema

Gosto muito de Pedro Almodóvar. Seus filmes sempre dramáticos, com as emoções levadas às últimas consequências. Ata-me está entre meus filmes da vida. E...

Streaming

  Eu sou nerd, e tenho orgulho disso. Por isso, hoje é dia de celebrar, e ver alguma série do gênero (bem, estou terminando...

Streaming

A primeira temporada de Paradise teve sucesso no Disney Plus, e eu gosto bastante (veja crítica aqui). Mas acabei demorando para ver a segunda,...

Streaming

Eu assisti somente a primeira temporada da série de Jack Ryan. Não assisti as duas seguinte por absoluta falta de tempo( e oportunidade). Mas...

Streaming

Tem um gênero de filmes e séries que eu adoro que é o de romance no colégio. Pode se passar na época do ensino...

Você também pode gostar de ler

Streaming

Tem muita coisa boa chegando no streaming em novembro, e que não estarão nem na Netflix, nem na Prime Video. Veja aqui os meus...

Streaming

Eu adoro o ursinho Paddington, que já foi tema de  29 livros, e três filmes. Gosto muito dos dois primeiros, que tem um elenco...

Cinema

Sempre digo que a vida real nos apresenta fatos muito mais absurdos do que qualquer roteiro maluco de cinema. Isso fica evidente também em...

Séries

É sempre difícil quando uma série que você acompanha há muito tempo termina. Fica uma sensação de vazio de não poder esperar mais por...

Cinema

O clássico A Fantástica Fábrica de Chocolate, de 1971, é um de meus filmes preferidos da vida. Mas tentei manter a cabeça aberta quando...

Streaming

Vários grandes diretores já fizeram seus filmes considerados grandes homenagens ao cinema. Entre eles, Kenneth Branagh (Belfast), Quentin Tarantino (Era uma Vez em Hollywood),...

Streaming

O Mauritano foi um daqueles casos de filmes que eu queria muito ver, mas por uma razão ou outra, nunca assisti. O filme foi...

Streaming

Como romântica que sou, tive vontade de conhecer Heartstopper, série de enorme sucesso da Netflix.  A empresa inclusive confirmou  em maio último a aprovação...