Essa semana tem muito lançamento de pequeno porte chegando aos cinemas. Além de Natal Amargo, de Pedro Almodóvar, sobre o qual eu já escrevi aqui, tem mais três que eu já assisti. São eles Backdoors: Um Não-Lugar, Golpe Explosivo e o francês Fora de Controle. Veja o que achei de cada um deles aqui:
Golpe Explosivo
Tudo começa quando um grupo de assaltantes ousados aproveitam o caos generalizado quando uma bomba não detonada da Segunda Guerra Mundial é desenterrada de uma planta de construção civil. Uma operação policial intensa é colocada em ação para evacuar milhares de residentes do centro de Londres. Enquanto um grande transtorno é criado na cidade, os criminosos especialistas, liderados por Karalis (Theo James), dão início a um audacioso plano para roubar joias sob a distração do time de militares comandados por Will (Aaron Taylor-Johnson), mandado para o centro da confusão para desarmar a bomba. Além disso, a polícia, chefiada por Zuzana (Gugu Mbatha- Raw) começa a desconfiar que há algo errado nessa história.
O filme tem todos os ingredientes de um bom filme de ação. E ainda tem vários plot twists, que vão até fazer você sorrir sobre como enganaram a audiência em diversos momentos. Não é inesquecível, mas funciona bem e tem um roteiro inteligente. Isso além do bom elenco – repare na personagem Clareese, é a filha de Tilda Swinton, Honor. E claro, tem os dois possíveis candidatos ao papel de James Bond nos papéis principais, Aaron Taylor-Johnson, e meu preferido Theo James. Vale ver.

Fora de Controle
Eu também gostei bastante do drama novelesco Fora de Controle. É uma produção francesa com Omar Sy. Ele faz o papel de Julien, casado com Marie (Elodie Bouchez). Juntos há 15 anos, uma crise coloca à prova o relacionamento dos dois quando o primeiro e grande amor de juventude de Julien reaparece (feita por Vanessa Paradis, ex de Johnny Depp). Insegura e em pânico, Marie perde a cabeça e entra numa espiral de ciúmes, encontrando um estranho consolo num romance com o gerente de seu trabalho Thomas (José Garcia).
Essa sinopse oficial (e eu ainda cortei um pedaço) revela muito da história que pode surpreender. Mas os filme com um estilo de novelão me manteve entretida para saber como todos os envolvidos iriam se sair no final da história. O personagem principal acaba sendo Marie, somente mais da metade para o fim é que Julien se revela com o talento e o charme de Omar Sy. A forma como a história termina acaba sendo um tanto simplista. Até parece que quem escreveu o roteiro, que ia tão bem até aquele momento, não sabia como terminar. Mas mesmo assim vale a pena.

Backrooms: Um não-lugar
O que menos gostei foi justamente o mais badalado. Backrooms: Um Não-Lugar conta a história de Clark (Chiwetel Ejiofor), um vendedor de móveis, que faz uma descoberta perturbadora do porão de sua loja. Se tornando em uma espécie de labirinto, diversos lugares novos surgem, possivelmente dando de cara a outra realidade. Inquieto com a situação, Clark convence Kat (Lukita Maxwell), sua funcionária, e Bobb (Finn Bennett), namorado dela, para conhecer a extensão e entender um pouco mais sobre ela. No entanto, quando Clark desaparece, a Dra. Mary Kline (Renate Reinsve), sua terapeuta, resolve ir atrás dele, mas também acaba se perdendo pelo labirinto.
A história de como Backrooms começou é mais interessante que o filme. Durante a pandemia, um garoto de 16 anos chamado Kane Parsons criou um série no YouTube, e conquistou um público fiel e também a A24 que o chamou para escrever e dirigir o filme. Com 10 milhões de dólares e dois astros indicados ao Oscar (Chiwetel Ejiofor e Renate Reinsve), ele criou o filme, que vem conquistando a crítica no mundo inteiro.

Só que a mim não conquistou. Sob um manto de profundidade, ele fica levando seus personagens e o público por várias salas amarelas em busca de uma saída. E cansa muito. A direção de arte é ótima, os atores se esforçam, há alguns momentos de sustos, mas, já aviso, se você é claustrofóbica como eu, vai achar tudo ainda mais insuportável. E a explicação final, desculpe, mas foi muito ridícula para o meu gosto. Posso não ter entendido nada (já que todo mundo achou tão incrível), mas realmente para mim só soou cansativo e bobo.









































