Outro dia estava assistindo novamente Vidas Passadas, provavelmente um dos filmes mais tristes que já vi, e fiquei pensando nessas histórias sobre reencontros com o primeiro amor. Alguns dão certo, outros não. As histórias de amor que mais me comovem são aquelas que partem do princípio do “E se”. Esse nome me veio depois de assistir Cartas para Julieta, onde Vanessa Redgrave tem um linda fala sobre o assunto. É quando duas pessoas que tiveram uma relação de amor no passado, e por algum motivo se separaram. Quando se reencontram, fica sempre aquela sensação do “E se”. E se as coisas, as reações, as atitudes tivessem sido diferentes? E aquele amor tivesse tomado um outro rumo? Quem nunca passou por isso?
É inegável que o cinema já apresentou muitas histórias como essas. Sobre um primeiro amor que é tão forte que nunca é realmente esquecido. Sempre me emociono com essas histórias. Aqui tem seis delas imperdíveis.

Vidas Passadas – Netflix
No filme, Nora (Moon Seung-ah) é uma pré-adolescente na Coreia, descobrindo o amor com seu melhor amigo, Hae Sung (Leem Seung-min). Porém, eles se separam quando a família dela se muda para Toronto. Alguns anos depois, Nora (Greta Lee) e Hae Sung (Teo Yoo) retomam a amizade pela internet. E só décadas depois, que se reencontrarão em Nova York, onde ela é uma dramaturga casada com um escritor, Arthur (John Magaro). Vidas Passadas foi indicado ao Oscar de melhor filme – veja a crítica aqui.
Diário de uma Paixão – HBO Max
Essa é a mais clássica das histórias do gênero. Na década de 1940, na Carolina do Sul, o operário Noah Calhoun (Ryan Gosling) e a rica Allie (Rachel McAdams) se apaixonam desesperadamente, mas os pais da jovem não aprovam o namoro. Noah é enviado para lutar na Segunda Guerra Mundial, e parece ser o fim do romance. Enquanto isso, Allie se envolve com outro homem. No entanto, a paixão deles ainda não acabou quando Noah retorna para a pequena cidade anos mais tarde, próximo ao casamento de Allie. É muito lindo, e vai fazer você chorar.
Meu Eterno Talvez – Netflix
Comediazinha romântica fofa – crítica aqui. O filme começa mostrando a amizade entre Sasha e Marcus desde a época em que eram crianças (os atores infantis são muito fofos). Já adolescentes, eles tentam disfarçar a atração que sentem um pelo outro, até que um dia transam. Só que uma palavra mal colocada acaba afastando os dois.Muitos anos depois, Sasha é uma chef renomada em Nova York, com um noivo bonitão (Daniel Dae-Kim, de Hawaii 5-0), que vai abrir um restaurante em San Francisco, sua cidade natal. Lá ela reencontra Marcus, que nunca se mudou de seu quarto de adolescente, e trabalha com pai, além de continuar cantando com seu conjunto em pequenos locais da vizinhança. Só que é claro que a atração continua lá presente.
É Assim que Acaba – Prime Video
Continuo adorando esse filme, mesmo depois dos inúmeros problemas que aconteceram nos bastidores (veja aqui). Lily Bloom (Blake Lively), uma jovem marcada por traumas de infância, muda-se para Boston com o objetivo de realizar um sonho antigo de abrir uma floricultura. Durante essa jornada, ela se envolve com o explosivo neurocirurgião Ryle Kincaid (Justin Baldoni), que simboliza tudo aquilo que ela tentou deixar no passado. Ao reencontrar seu primeiro amor, Atlas Corrigan (Brandon Sklenar), sua nova vida é abalada, forçando Lily a tomar uma difícil decisão que definirá seu futuro.
Amores Materialistas – HBO Max
Amores Materialistas acompanha uma casamenteira 2.0 chamada Lucy (Dakota Johnson), que se envolve num triângulo amoroso complicado. Apesar de ainda nutrir sentimentos pelo garçom aspirante a ator John (Chris Evans), a jovem começa a se relacionar com um homem rico chamado Harry (Pedro Pascal), irmão do noivo de um casal que juntou com sucesso. Harry é o partido perfeito, mas, ao reencontrar com John uma noite, Lucy se vê balançada pelo antigo amor imperfeito. Só que já aviso, há algumas cenas divertidas, mas o romance é bem objetivo e tem pouco de romântico. Na verdade até tem, mas é um romance que tem uma pegada bem diferente de tudo o que você já viu. E um belíssimo roteiro, que reinventa o gênero. Gostei – bastante – crítica aqui!
A Última Carta de Amor – Netflix
O filme é baseado no livro de Jojo Moyes, a mesma de Como eu Era Antes de Você. A Última Carta de Amor não é triste como esse último, mas funciona como um belo romance, com um toque de melodrama. O filme se passa em duas épocas. A primeira, em 1965, uma mulher casada, rica e infeliz, se apaixona por um jornalista. Os dois trocam várias cartas de amor. A segunda se passa nos dias atuais. Uma jornalista encontra uma das cartas que o casal de 1965 trocou. E fica comovida com a história que lê. Parte então para uma pesquisa para encontrar outras cartas e descobrir o que aconteceu com aqueles dois do passado. Para isso, ela conta com a ajuda de um arquivista do jornal onde trabalha. Muito lindo – crítica aqui.








































