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Saltburn, da Prime Video, não vai deixar você indiferente

Saltburn, que estreou na Prime Video hoje, vem dividindo as opiniões de forma bem definitiva. Há os que adoram, e os que detestam. Confesso que estou no meio termo. O filme “bebe” em várias fontes, principalmente O Talentoso Ripley, e claro, Teorema de Pasolini. Mas também tem muito de Memórias de Brideshead (alguém lembra?). Gosto de várias soluções que a diretora e roteirista Emerald Fennell (seu primeiro trabalho depois do ótimo Bela Vingança). Mas, como boa parte das produções atuais, Saltburn se estende demais. Com suas 2h10, seria fácil cortar uns 20 minutos para que o filme ficasse bem mais “redondo”. Entretanto, já aviso de antemão, várias cenas vão deixar a maioria das pessoas bem incomodadas.

Vamos à história: a história se passa nos anos 2000, mas começa com  o estudante universitário Oliver Quick (Barry Keoghan) narrando sua  num flashback. Oliver parece ser muito tímido, e tem dificuldades para se encaixar na Universidade de Oxford. Após conhecer Felix Catton (Jacob Elordi apaixonante), Oliver é imediatamente atraído pelo mundo aristocrático do jovem. Por uma série de situações, Felix o convida para passar uma temporada na casa de sua família. Mas o que parece começar como uma amizade aparentemente inocente,  logo se revela uma crescente obsessão.

O que achei?

Saltburn é um suspense psicológico, que tem momentos muito intensos, mostrando até onde Oliver está disposto a ir para se envolver com Felix. O filme é dividido em três partes: o início em Oxford, o verão em Saltburn, e o epílogo. A primeira parte, que mostra o início da amizade dos dois, é excelente. A partir do momento em que eles vão para Saltburn a ação fica mais adulta e incômoda. Há cenas como a da água da banheira pós-banho, que chegam a ser nojentas. Outras, como a reação de Oliver no local do enterro, são bem chocantes. Já no final, também há um excelente monólogo de Alison Oliver (Venetia), que é brilhante.

Entretanto, Emerald Fennell parece querer muito fortemente chocar a todos. E com isso, se estende mais do que deveria, em certas cenas/ sequências. Torna o filme cansativo em diversos momentos. Entretanto, ela tem um elenco sensacional, começando por Barry Keoghan no papel principal. E merece também destaque a atuação de Rosamund Pike, que concorre como coadjuvante tanto no Globo de Ouro como no Critics Choice (também concorre a melhor filme). Seus diálogos são impagáveis. Há uma pequena participação de Carey Mulligan, quase irreconhecível, repetindo a dobradinha de Bela Vingança com Fennell. E claro, Jacob Elordi, lindo, apaixonante e bom ator. Para suspirar com ele.

No final, talvez você ame, talvez você odeie, ou ainda se canse um pouco. Mas não vai ficar indiferente. Ah, e sabe quem é uma das produtoras? Ninguém menos do que a personalidade cinematográfica do ano (na minha opinião), Margot Robbie!!

 

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