Quando vi a primeira temporada de A Última Coisa que ele me Falou na Apple TV, disse que a série valia pelo elenco. Isso porque a história era pouco crível e a personagem de Jennifer Garner beirava a santidade, rs (veja a crítica aqui). Entretanto agora nessa segunda temporada, que está disponível completa na Apple TV, acontece uma coisa rara para quem acompanha séries de TV. A primeira temporada é bem melhor que a primeira. E claro, Nikolaj Coster-Waldau aparece bem mais, o que é sempre uma coisa ótima, rsrs.

Se passaram cinco anos desde os acontecimentos da primeira temporada. Hannah (Jennifer Garner) e sua enteada Bailey (Angourie Rice) são forçadas a fugir após o reaparecimento de Owen (Nikolaj Coster-Waldau) – coisa que a gente viu na última cena da temporada anterior. Agora a trama explora uma corrida desesperada para proteger a família de antigas ameaças ligadas a organizações criminosas internacionais – e o envolvimento de todos é ainda maior. E isso os levará a Paris para um momento de enfrentamento que poderá trazer paz para suas vidas novamente – ou não.
O que achei?
A primeira temporada era para ter sido única, uma série limitada. Mas a autora do livro em que a primeira se baseia, Laura Dave, lançou um livro-sequência, que serviu de base para essa segunda temporada. E aqui os problemas que existiam na temporada anterior são resolvidas. A filha transformou-se de uma adolescente insuportável em uma jovem mulher compreensiva. A personagem quase santa de Hannah agora sabe dizer não e impõe aquilo que acredita. E isso faz com que Jennifer Garner tenha oportunidade de mostrar seus dotes atléticos que a gente conhece desde Alias. E além disso, ainda há o final em Paris, que é digno de bons filmes de espionagem.

Em vez de se concentrar demais na relação chata de Hannah com sua enteada, aqui o mundo se expande. Não só com a volta de Nikolaj como Owen, mas também com um papel com mais chances para David Morse, como Nicholas Bell. O elenco ainda tem a adição da família Campano, que são os arqui-inimigos de Owen. Com isso, atores ótimos como John Noble e Luke Kirby tem papéis dúbios que funcionam bem. E mais que isso, Judy Greer, amiga de Jennifer Garner e parceira de De Repente 30, também entra na história como uma das Campano , e que tem grande importância no desfecho da história. Mas a relação aqui é perigosa e dramática, com nada de comédia.

Soube que muita gente criticou dizendo que essa segunda parte seria dispensável, entretanto para mim, elevou o apelo da série como um todo. E se alguém quiser, deixa uma porta aberta para uma possível terceira.









































