Quando cheguei de viagem, O Homem que Sussurra era o primeiro filme que pensei em assistir no streaming. Especialmente por causa do elenco, mas também pela trama policial que parecia boa, apesar de não muito original. Só que, apesar de alguns bons momentos, e também por causa dos atores, o filme não mostra nada novo. É um daqueles bom para um dia chuvoso.

O filme acompanha o escritor viúvo Tom Kennedy (Adam Scott), que se muda com seu filho de oito anos, Jake, para uma nova cidade na tentativa de recomeçar a vida. Só que Jake é sequestrado. O método usado no crime é idêntico ao de um famoso e aterrorizante serial killer de crianças conhecido como “O Homem que Sussurra”, que foi capturado e preso décadas antes. Para tentar achar o filho a tempo, Tom é forçado a pedir ajuda ao próprio pai, Peter Willis (Robert De Niro) — um detetive policial aposentado e distante que liderou a investigação original do criminoso no passado. Pai e filho se reconectam em uma corrida desesperada contra o tempo. Junto deles também está a detetive Amanda Beck (Michelle Monaghan).
O que achei?
O Homem que Sussurra se baseia num best-seller de Alex North. O início é interessante, mas aos poucos foi perdendo o interesse. Isso porque há uma enorme “barriga” no meio, que acaba dando até um certo sono. E claro, nem pensar em tentar achar uma lógica nas atitudes dos personagens. Entretanto o filme tem um bom clima, com uma fotografia que funciona. Mas a história/roteiro tem muitos problemas. Cai no lugar comum várias vezes, e sinceramente, é impossível não lembrar de um filme antigo também com Robert De Niro chamado O Amigo Oculto (disponível no Disney Plus).

Confesso que não consigo gostar de Adam Scott. Ele nunca realmente me convence. Aqui ele até tenta fazer algo um pouco mais profundo, mas não dá certo. Também é difícil acreditar que ele e Robert de Niro são pai e filho. Mas mesmo que digam que são distantes/brigados, não há a menor conexão. E De Niro, mesmo com o “freio de mão puxado”, é sempre uma presença magnética. Michelle Monaghan não tem grandes chances como a detetive, mas ela é sempre ótima. Quem acaba se destacando mais é Hamish Linklater (da ótima Missa da Meia-Noite, também da Netflix ), além, é claro de Michael Keaton. Os embates de De Niro e Keaton são o ponto alto do filme.

Vi muita gente reclamando do final do filme, mas realmente isso não me incomodou. Foi só a sensação de desperdício de um elenco incrível e uma ideia até interessante . Mas, se você não tiver nada melhor em mente, vale a pena.









































