Eu adoro esse tipo de série que tem jovens adultos/adolescentes encontrando o romance em locais restritos, como ilhas, cidades pequenas e universidades etc. É o caso de O Verão que Mudou Minha Vida, Off Campus, e também de Sterling Point, que estreou recentemente na Prime Video. Sterling Point vai ainda mais fundo no íntimo dos personagens, tem ótimos atores, isso sem contar a presença de Jeffrey Dean Morgan. Gostei bastante!

Na história, Annie Jacobson (Ella Rubin) é uma jovem de 17 anos que mora com seu irmão gêmeo Connor (Keen Ruffalo) e seu pai adotivo (Jay Duplass) em Nova York. Eles vivem a vida de uma grande metrópole até que uma descoberta inesperada muda completamente o rumo de suas histórias e gera uma reviravolta. Eles descobrem que são herdeiros de uma pequena ilha em um lago no Canadá, presenteada à eles pelo avô com quem nunca chegaram a conviver. Depois de saber disso, Annie decide se mudar para a pequeníssima comunidade canadense tranquila e pacata. Essa mudança drástica vai ajudar os personagens a crescer enquanto eles lidam com suas emoções, romance e até mesmo com o luto.
O que achei?
A série é dos mesmos produtores de Gossip Girl e The OC. Há vários segredos na história que vão sendo liberados aos poucos, o que faz com que o roteiro seja instigante e até mesmo surpreendente. Sterling Point não é só romance, apesar da protagonista se ver dividida entre dois pretendentes (como é normal nesse tipo de história). Também tem isso, mas o foco é mais uma autodescoberta de todos os principais personagens.

Annie quer saber a razão pela qual o avô não tinha contato com a família. Connor quer saber mais sobre suas raízes. Oona (Bo Bragason, que será a Princesa Zelda em live-action) e Ramona (Amelie Hoeferle) tem vários problemas familiares e ainda lutam contra o sentimento que nutrem uma pela outra. Isso sem esquecer Ellis (Jacob Whiteduck- Lavoie) que quer ajudar a família, mas escolhe caminhos inesperados para isso. O pai de Ellis é Joe (Jeffrey Dean Morgan, com o charme de sempre), que teve uma história no passado com a mãe de Annie.

Uma coisa que funciona bem é que na ilha não há sinal de celular, portanto os encontros, e a forma como as pessoas levam os relacionamentos é quase nostálgica – muitas vezes elas tem que sair em busca do outro para conversar. Além disso a fotografia é linda, e a trilha sonora também surpreendente. No elenco, há o destaque óbvio para Ella Rubin, que esteve em filmes como Uma Ideia de Você, mas aqui tem sua grande chance. Está sensacional com seu jeito e cara de uma Anne Hathaway mais jovem. Mas também gostei muito de Keen Ruffalo, filho de Mark, que está divertidíssimo como Connor. E claro, Jeffrey Dean Morgan, com aquele seu jeito de menino arrependido. O tempo passa e ele continua sensacional.

O final deixa clara a intenção de uma continuação, já que há grandes mudanças para todos os envolvidos. Ainda não houve a confirmação de uma segunda temporada – mas eu adoraria que ela acontecesse.









































