Eu adoro Hugh Jackman. Acho que ele é sempre perfeito, seja no drama, na comédia, e principalmente no musical. Então quando chega a oportunidade de vê-lo em qualquer tela, vou correndo. Foi o que aconteceu com A Morte de Robin Hood, que estreia nessa quinta nos cinemas. Hugh continua ótimo como sempre, mas o filme é chato, alternando momentos lentíssimos, com um final que parece corrido, além de um início bem violento. Foi decepcionante.

Esqueça a figura cavalheiresca e romântica do filme de Kevin Costner. Aqui, Robin já logo no início diz que inventaram muitas histórias sobre ele. E isso faz com que ele lute mentalmente com seu passado marcado por crimes e assassinatos. Depois de sobreviver por pouco à batalha que considerava ser a última, Robin fica gravemente ferido. Enquanto se confronta com os erros do passado e com as cicatrizes da briga, o lendário herói é encontrado por uma mulher misteriosa que passa a cuidar de seus ferimentos. Fora de combate, ele tem que lidar com as consequências de sua história.
O que achei?
Aviso que o filme se divide em duas partes. A primeira é extremamente violenta e nos dá uma sensação da vida de Robin, bem diferente daquela que conhecemos dos filmes. Já a segunda, mostra o seu pretenso caminho para a redenção quando ele chega na ilha. E aí é preciso ressaltar o incrível trabalho de fotografia. É linda. Já a história se perde , não faz você sentir a menor empatia pelo personagem, nem entender muito o que é verdadeiro e o que não é. Falta empatia pelo personagem, mesmo nas situações mais dramáticas, especialmente no final. Aliás, falando nisso, tudo o que o filme foi lento e monótono desde o início, parece corrido nos 15 minutos finais.

E não creio que seja um problema com a atuação de Hugh Jackman, nem de Jodie Comer. Ambos estão ótimos. É um problema do roteiro e da direção de atores do diretor Michael Sarnosky (que fez o ótimo Um Lugar Silencioso: Dia Um). E o filme tem outro atores incríveis. Bill Skarsgard, irreconhecível, Noah Jupe, Murray Bartlett. Mas nem todo o talento, beleza da fotografia compensam um roteiro problemático, e a falta de empatia da história. Uma pena.









































