Pressão é um bom filme que vale a pena ver. É dos mesmos produtores de um filme do mesmo gênero, O Destino de uma Nação. E mais uma vez conta uma história real dos bastidores da segunda guerra mundial. E funciona muito bem, mostrando as tensões e pressões da situação pré invasão do Dia D, que definiu o conflito. Vale muito a pena ver.

O filme acompanha a escolha brutal e impossível do general Dwight D. Eisenhower e do capitão James Stagg. Nas tensas 72 horas que antecedem o Dia D, todas as peças do quebra-cabeça estão alinhadas e prontas para ação, com exceção de um elemento crucial: o clima na ilha britânica. Enquanto o chefe das previsões meteorológicas das forças britânicas James Stagg é chamado para fornecer o cálculo mais importante da história, o comandante Eisenhower é assombrado pelo ensaio desastroso do plano de ataque e pelo peso de ser o único com a palavra final. Apenas poucas horas separam o destino da maior missão marítima de guerra. E a previsão errada pode devastar os planos da invasão, arriscando que a inteligência militar alemã descubra tudo.
O que achei?
Há várias variantes para que o plano dê certo, mas nenhuma delas é tão importante quanto o tempo para a famosa invasão das praias da Normandia. É interessante ver os dois lados, o do meteorologista do exército, feito por Chris Messina, e o recomendado por Churchill, James Stagg, feito por Andrew Scott. O título Pressão se refere bem à pressão para todos os lados, quando todos querem que a invasão dê certo a qualquer custo. Tudo fica claro especialmente a partir já da primeira cena, quando vemos o resultado de um teste , que deu muito errado.

O mais marcante todo o tempo é justamente a tensão que todos sofrem. Eisenhower tem que fazer tudo dar certo. Stagg não quer agradar ninguém, somente fazer o que julga correto. Há vários momentos em que você vai segurar no braço da poltrona com força, já aviso. E o elenco está ótimo. Brendan Fraser dá uma humanidade ao general, Damian Lewis (de Homeland) é o seu contraponto perfeito. Há uma cena de enfrentamento dos dois que é sensacional. Kerry Condon é aquela que tudo vê por trás das intenções de todos. Mas o roteiro não assume a pretensa relação entre os dois, só sugere.

E há Andrew Scott. Ele não é um ator que gosto. Acho que faz sempre o mesmo tipo de papel, o cara que não demostra os sentimentos. Acho que lhe falta empatia. Entretanto, ele tem uma cena que mudou um pouco minha opinião. É quando ele desafia tudo e todos. Gostei. E funcionou bastante para o filme. Ao final, o filme ainda mostra o que aconteceu posteriormente a todos os envolvidos. Me deu mais vontade de saber mais sobre essa história.









































