Eu já tinha ouvido falar muito de Meu Nome é Agneta, filme sueco que fez grande sucesso desde a sua estreia na Netflix. Mas sempre uma coisa ou outra acabava entrando na frente. Mas, no último domingo, resolvi que queria algo bem leve para assistir (antes de A Casa do Dragão, rsrs), e fui conferir. A primeira coisa que achei interessante é como a narrativa tem muitas similaridades com a de Shirley Valentine. Para quem não conhece, Shirley Valentine é uma peça de teatro, que foi adaptada para o cinema em 1989. Infelizmente está indisponível no streaming atualmente, mas conta a história de uma dona de casa inglesa de seus 50 anos, entediada com a vida e com o marido. Resolve então viajar para a Grécia, e lá descobre mais sobre si mesma. É ótimo.

Meu Nome é Agneta tem um princípio muito parecido. Agneta é uma mulher sueca beirando os 50 anos está cansada da sua vida, que se resume a um trabalho entediante em um escritório e a invisibilidade dentro da própria casa. Ela ama tudo que é francês, enquanto o marido odeia. É quando ela aceita um emprego na França (sem falar uma palavra da língua). Então Agneta embarca para se tornar au pair (uma mistura de cuidadora e empregada) em Provence. Só que ela pensava que iria cuidar de um menino, mas acaba sendo surpreendida. E lá ela começa a descobrir muito mais sobre si mesma. O roteiro se baseia no livro homônimo de Emma Hamberg, um grande sucesso de vendas e crítica.
O que achei?
As produtoras de conteúdo começaram a perceber finalmente que as consumidoras de streaming 40+ estão ávidas por filmes com os quais elas possam se identificar. Há vários disponíveis, e um muito similar à Meu Nome é Agneta, é Em uma Ilha bem Distante, também da Netflix (crítica aqui). Meu Nome é Agneta tem um início um pouco lento, mas quando Agneta começa a se descobrir, a coisa engrena de maneira extremamente eficiente. E a bela fotografia acompanha isso. Com os cinzas dominando na parte sueca, e o colorido, especialmente o solar amarelo, na parte da França. Repare também na trilha sonora – é ótima.

A química dela com Einar (Claes Manson) e especialmente com Fabien (Jerémie Covillaut – adorei ele) são incríveis. A atriz Eva Melander, que faz o papel-título é um tanto, ou melhor, muito exagerada. Muitas caras e bocas. Entretanto, a parte final é tão “pra cima” e emocionante – especialmente com a música de ABBA – que todos os probleminhas acabam desaparecendo. Mas fica a pergunta, rsrs, será que Agneta deixou o passaporte na mala? Rsrsrs. Vale ver!









































