A franquia de Enola Holmes veio para a Netflix na época da pandemia. E o serviço ganhou muito com isso. O primeiro filme é uma delícia, uma história de origem, que mostra Enola como uma adolescente em busca de seu espeço. No segundo filme, Enola abre sua própria agência de detetives, e tem que lidar com as comparações com o irmão mais famoso. Quase quatro anos depois, o terceiro filme chegou essa semana na Netflix, e traz Enola mais velha e diante de escolhas importantes.

Agora Enola (Millie Bobby Brown) está a caminho do seu casamento com o Lorde Tewkesbury (Louis Partridge) em Malta. Além de suas próprias dúvidas sobre abrir mão de sua vida de solteira, os seus planos encontram problemas no caminho para que ela possa solucionar um dos casos mais difíceis de sua carreira até então. Dentro da carruagem, ela sofre uma perseguição pelo Dr. John Watson (Himesh Patel) que na verdade só que avisá-la que o seu irmão Sherlock Holmes (Henry Cavill) desapareceu. Enquanto tenta desvendar as pistas e provar a sua capacidade para todos, os seus sonhos pessoais se chocam com seus desejos profissionais.
O que achei?
Eu gosto bastante dos dois primeiros filmes. Acho que tem charme, ação, momentos divertidos e até românticos. Esse terceiro filme tem uma primeira parte que não fica nada a dever aos dois anteriores. Millie continua muito bem. Já logo no início há uma ótima cena de perseguição numa carruagem (de novo), mas bem no clima de velho oeste, apesar de se passar em Malta. Todas as dúvidas dela com relação à se tornar uma lady funcionam bem, assim como o romance – bem romântico – com Tewkesbury. E, claro, Henry Cavill e Helena Bonham-Carter entregam tudo como a mãe e o irmão de Enola.

A segunda parte do filme não é tão divertida quanto a primeira. Mas, sinceramente, acho que o único ponto destoante – e exagerado – é Sharon Duncan-Brewster como Moriarty. Gostei da ideia da personagem ser uma mulher , como vimos no segundo filme. Mas a atriz é muito exagerada, ao contrário do Moriarty que sempre conhecemos, seja nos filmes ou nos livros. De qualquer maneira, o filme funciona bem, tem uma ótima produção, e já promete ao final uma sequência. Será que vem mais um Enola Holmes por aí?









































