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Ação, drama e mistério em Oldboy: Dias de Vingança, que chega aos cinemas.

Nunca assisti o primeiro Oldboy, filme coreano baseado num mangá e dirigido por Chan- Wook Park. Na época, em 2003, foi extremamente elogiado e chegou a levar o Grand Prix do Festival de Cannes. Por isso, fui sem expectativa assistir Oldboy – Dias de Vingança, dirigido por Spike Lee, que estreia este fim de semana nos cinemas. No elenco, um ator que gosto muito, Josh Brolin, a sempre boa Elizabeth Olsen e o sempre péssimo Sharlto Copley.

Uma mistura de ação, drama e mistério, o filme conta a história de Joe Doucett, um canalha alcoólatra, separado e pai de uma menina, que é raptado sem razão aparente. Ele é mantido em um quarto por 20 anos e quase enlouquece. Quando finalmente consegue sair, está determinado a descobrir quem foi o responsável por mantê-lo preso durante tanto tempo e por qual razão. No caminho, ele conta com o apoio somente de Marie (Elizabeth Olsen) e de seu amigo dos tempos do colégio, Chucky (Michael Imperioli). O filme tem ainda as participações de Samuel L. Jackson e Sharlto Copley, mas é melhor não entrar em detalhes sobre quais são seus papéis no filme para não entregar dados importantes da história.

O filme começa bem claustrofóbico e você fica tão perdido quanto Joe Doucett, querendo entender o que está acontecendo. Alguns momentos em que ele parece estar enlouquecendo são especialmente perturbadores. Um deles, aliás, tem a participação do irmão de Spike Lee, Cinque Lee, como o atendente do quadro. O perturbador passa para o violento, com todas as caraterísticas de um filme de ação, quando Joe consegue fugir. Aqui, somente uma cena me incomodou. Aquela onde Joe luta sozinho contra vários homens, que pelo que sei era considerado um dos pontos altos do filme original. Ela é muito estilizada e realmente não convence.

Mas no geral, especialmente por suas revelações inesperadas, Oldboy é um bom filme, que acaba ficando na sua cabeça mesmo com o passar do tempo. Josh Brolin se sai bem num papel que inicialmente foi oferecido a Will Smith (quando havia a possibilidade de Spielberg dirigir) e Daniel Craig. Já o personagem Adrian, que ficou com Sharlto Copley (candidato favorito a pior atuação do ano), poderia ter sido de Christian Bale, Colin Firth e Clive Owen (já imaginou o que poderia ter sido?).

Eliane Munhoz

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