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Esses neuróticos e apaixonados Eastsiders…

Eu já havia ouvido falar de Eastsiders. Especialmente por causa do rolo com Constance Wu, atriz de Podres de Ricos, que fez paralelamente a comédia Fresh off the Boat, e acabou tendo seu papel diminuído em Eastsiders por pressão da ABC. Também li algumas críticas americanas do tipo “ou amo ou odeio”, rs. E meu amigo José Augusto Paulo escreveu um texto que me pareceu bem centrado. Fiquei até intrigada pra assistir…

Eastsiders

Vez por outra Eastsiders me era sugerido pela Netflix. O trailer não me motivou muito até que um amigo me disse que tinha um pouco de Tales of the City e muito de Looking, duas series que gostei bastante, então decidi tentar. Alguns episodios quase me fizeram desistir, mas gostei de chegar ao fim da série (que não correu em anos consecutivos em suas quatro temporadas, entre 2012 e 2019).

A pergunta que paira mais no ar durante a serie inteira parece ser: o que acontecerá depois que o mundo acabar? Escrita e dirigida pelo premiado dramaturgo Kit Williamson, EastSiders explora as consequências da infidelidade de um casal gay em Silverlake. Quando Cal (Kit Williamson –  o Gifford de Mad Men) descobre que Thom (Van Hansis) o está traindo com Jeremy (o belo e charmoso Matthew McKelligon), e o relacionamento deles vira de cabeça para baixo. As mentiras os separarão ou eles serão teimosos o suficiente para ficar juntos para sempre? Explosões de embriaguez e duplos padrões abundam nesta comédia de humor negro sobre as encrencas tristes e engraçadas que fazemos de nossas vidas. A melhor amiga de Cal, Kathy (Constance Wu), está sempre lá para ele com uma garrafa de uísque na bolsa. Só que ela tem seus próprios problemas com o namorado Ian (John Halbach, intrigante e interessante), mesmo que estejam todos na cabeça dela. Stephen Guarino faz um promotor de eventos, que dá uma última festa antes do apocalipse.

A crítica

Kit Williamson já admitiu ser um escritor pedante e um diretor neurótico. Mas faz um bom trabalho com um roteiro cheio de neuroses e situações que quem assiste saberia evitar facilmente, mas que nos intriga. A fotografia tem textura de filme estudantil, que tem a ver com o universo que se quer retratar. A produção criou ambientes pequenos quando o relacionamento se sufoca, e espaço mais amplos quando respira um ar melhor. A atuação nem sempre é excelente, por vezes amadora, mas boa o suficiente para nos manter interessados. Sim, lembra Tales of the City nos personagens coadjuvantes, enquanto que se aproxima de Looking nos centrais, embora com  mais arestas e menos suavidade.

Por vezes torcemos por Cal, por vezes por Thom. Mas fica o pensamento, enquanto os episodios progridem, se os dois devem mesmo teimar com o relacionamento ou não. Assim nos pegamos refletindo sobre aspectos de nossas próprias vidas amorosas.

 

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