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Para rir com Monica Martelli em Minha Vida em Marte

Monica Martelli teve um enorme sucesso com sua peça Os Homens são de Marte… É pra lá que eu Vou, uma história com leves toques autobiográficos.  Tanto que logo ele virou um filme  em 2014 que também fez muito sucesso – foi o filme nacional mais assistido daquele ano. Não cheguei a ver a peça, mas o primeiro filme, apesar de ter vários momentos divertidos, não me conquistou totalmente. A personagem de Monica parecia um tanto forçada.   Quatro anos depois, isso não é um problema em Minha Vida em Marte, a sequência que estreou essa semana nos cinemas. Divertido, inteligente, fala com mulheres de 40+ com propriedade. Esse público vai rir muito.

Tudo começa alguns anos depois do final do primeiro filme.  Fernanda (Monica) e Tom (Marcos Palmeira) continuam casados e tem um filhinha chamada Joana. O amigo Aníbal, vivido por Paulo Gustavo (um pouco, só um pouco, menos estridente que de costume), continua sendo o parceiro e confidente de sempre. É para ele que Fernanda conta que seu casamento não vai bem, que caiu na rotina. Mas será que ela quer a separação ou não?

Tem viagem a um paraíso zen, e o extremo oposto, o consumismo de um momento em Nova York. Mas nada disso é suficiente para superar uma perda, mas  é importante para o autoconhecimento. Quem diria? As aventuras de Monica Martelli também podem ser uma lição de autoajuda! Rs!

E o que achei?

O importante agora não é exatamente achar um novo homem. Fernanda já passou dessa fase. O filme agora ressalta o poder da amizade, que passa por todas as fases, por todos os homens. Isso é claramente muito mais importante. Mas pode também ser derivada da necessidade de aumentar o papel de Paulo Gustavo, hoje um grande fator no que diz respeito à atração de bilheteria. Entretanto, de qualquer maneira, vale a intenção.

Se esse for o caso, não tira o mérito do roteiro de Monica Martelli. Ela sabe como ninguém falar com a mulher da dita “meia idade”, mas que de maneira alguma é uma senhorinha (nada contra, só uma constatação!). Todas as sensações, dúvidas, incertezas estão lá. Todas as mulheres  dessa faixa etária vão rir mais do que os demais. Por isso, fica aqui a minha dica. Nada de ir ao cinema com marido ou namorado. Vá com uma grande amiga (ou amigo gay). Eles vão entender suas risadas.

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