DTF St. Louis, que está disponível na HBO Max, concorre a vários Emmys (que acontecerá em setembro). Além de melhor série limitada, todos so elenco concorrem como coadjuvantes – Jason Bateman, David Harbour, Linda Cardellini , Joy Sunday e Richard Jenkins, o que sinceramente acho injusto. Mas isso está virando moda depois de The White Lotus, então… De qualquer maneira, a série vem sendo muito badalada (está disponível na HBO MAX). Meu amigo José Augusto Paulo, assistiu, adorou e escreveu o texto abaixo.

DTF St. Louis
A criatividade sempre foi essencial nas artes e mesmo no nosso tempo. Na competição acirrada por audiência, embora algumas fórmulas sejam repetidas, um algo mais pode garantir maior interesse e mesmo levar a prêmios. Programas de sucesso trazem uma boa história, um elenco bem escolhido. E com frequência também inovações, seja em tecnologia, em assuntos abordados ou também na forma de se apresentar a história. Dá para lembrar vários nomes que ‘quebraram o molde’ e se tornaram, pela diferença, notáveis. E assim eu definiria DTF St Louis.

O roteiro parecia simples: Clark Forrest (Jason Bateman, de Ozark ) é um meteorologista em um canal de televisão em St Louis. Ao seu lado, como interprete de libras, está Floyd Smernitch (David Harbour, de Stranger Things) e durante uma transmissão ao vivo durante uma tempestade, eles se tornaram amigos. Ambos casados, passam a se frequentar, irem juntos a academia de ginástica, até que Floyd aparece morto no vestiário de uma piscina publica no meio da madrugada. Um detetive da grande St. Louis (Richard Jenkins) inicia uma investigação, mas tem de ter a presença de uma investigadora da polícia local (Joy Sunday ). No processo, os mais variados fatos vem à tona sobre Floyd. Entre eles, adultério, o relacionamento com o enteado, e o perfil dele em um aplicativo chamado DTF (deixo a explicação da sigla aos que assistirem a série), especializado em contatos para pessoas casadas, ou seja um portal para infidelidade.
Analisando a série
Parece simples, claro e padrão? Pode parecer, mas não o será. A cada episódio, a cada revelação, a cada diálogo mais bizarro, mudamos de opinião sobre quem poderia ser o assassino e o motivo. Acho que a mágica dessa série é que coisas fora do que acharíamos normal aparecem e desaparecem e não nos causa estranheza. A forma como a história se desenvolve uma vez parece nos fazer crer que segue em uma direção somente para nos darmos conta de que irá para a oposta. Só que isso não nos deixa confusos, somente admirados que nos prenda a atenção. Isso porque foi filmada de uma forma simples, sem maiores efeitos, a tratar de assuntos espinhosos, mas de forma calma e bem diferente do padrão para séries desse tipo.

Tudo nessa série me pareceu diferente. Dos enquadramentos das cenas às cores dominantes, a atuação. Isso sem contar as esquisitices do personagem que é a esposa de Floyd ( Linda Cardellini, que em algumas cenas me fazia lembrar a Phoebe de Lisa Kudrow) . Até mesmo a solução final, simples, possível, realista e também genial.

Cheia de surpresas, de certa forma muito humana, com bizarrice a se tornar norma e a norma deixar de estar presente. Pode não ser uma série para a grande maioria, mas vai surpreender e agradar os que a assistirem por prazer. Mas não é uma série da qual ficaremos ansiosos à espera de uma próxima temporada. Os sete episódios contam uma história e se retiram de cena. Mesmo assim, merece ser vista e merece ser premiada.









































