Não tinha ouvido falar anteriormente de Hallow Road: Caminho sem Volta antes da Prime Video anunciar seu lançamento este mês. Mas como tinha Rosamund Pike e Matthew Rhys no elenco, resolvi arriscar – o fato que tinha menos de 1h30 também ajudou, rs. E por boa parte do tempo, o filme me deixou grudada na tela. E aí veio o final…

Tudo começa quando o casal Maddie (Rosamund Pike) e Frank (Matthew Rhys) são surpreendidos com uma ligação de sua filha Alice (Megan McDonell) no meio da noite. Alice provocou um grande acidente de carro e a outra mulher envolvida no ato acabou ficando gravemente ferida. Maddie tenta instruir a sua filha a fazer ressuscitação cardiopulmonar na pedestre, mas nada funciona. O casal começa uma busca eletrizante para tentar chegar até ela antes que a polícia apareça na cena, o que acaba despertando discordâncias na família.
O que achei?
Esse é um daqueles filmes que se concentra em apenas um (ou dois) atores. na maior parte do tempo. E por isso mesmo, Matthew Rhys e Rosamund Pike dão um show. Eles são pais que tem opiniões totalmente diferentes sobre como devem agir com o problema da filha. Enquanto a mãe quer seguir o que é correto, e que a filha arque com as consequências, o pai quer proteger a menina a qualquer custo. E a gente acompanha tudo isso enquanto eles falam com a filha ao celular, acompanhando todo o seu desespero. Tudo funciona, até a explicação final (mais sobre o final mais para a frente).

Há alguns óbvios problemas técnicos. Os dois pais tão desesperados (mesmo sendo britânicos) voariam com o carro para resgatar a filha. Entretanto o que você enxerga pela janela dá a impressão de que eles estão num passeio de domingo. E ainda, a explicação final vai fazer você sacudir a cabeça e se perguntar ”como é que é?”.

Falando sobre o final – CONTÉM SPOILERS
O final é um daqueles que cada um pode interpretar do seu jeito. Confesso que fiquei pensando o dia inteiro nisso. Aí vem SPOILERS – você foi avisado.

Há uma explicação dos policiais logo que o filme termina. Alice foi atropelada por alguém que fugiu e foi deixada para morrer. Todo o telefonema seria uma alucinação conjunta dos pais devido ao trauma. Acho isso um pouco difícil de acreditar, especialmente porque o trauma nunca atinge duas pessoas igualmente – pelo menos que eu saiba. Se essa é a verdade, como os pais sabiam onde Alice estaria? Afinal eles dizem que não tem um localizador no telefone dela. Mas há também a opção sobrenatural.

Logo no início, os personagens comentam que o local era usado para bruxarias desde o tempo dos celtas. Portanto, a mulher que encontra Alice na estrada poderia ser um ser sobrenatural que habita o local, e que teria levado a garota para a morte para purificar os seus pecados. Além disso, a garota que Alice teria atropelado poderia não ser um ser humano (“o rosto dela está mudando”) e sim uma isca para que ela fosse levada para um outro plano. Será que ando vendo filmes de terror demais? Rsrsrs. O certo é que independente de como você interpreta o final e a história, o filme é eficiente em deixar você “encafifada” com sua proposta. Então vale ver.









































