Jennifer Lopez é ótima em comédias românticas. Desde clássicas como Encontro de Amor, ou até mesmo algumas fofinhas recentes como Case Comigo (crítica aqui). E nesse fim de semana estreou mais uma com ela na Netflix, Paixão de Escritório. Fui correndo assistir já que adoro o gênero, e também sou fã de Jennifer. Mas apesar de uma premissa divertida, e até alguns momentos engraçados, achei apelativo e com um roteiro fraco.

Jennifer faz Jackie Cruz, a presidente e CEO da Air Cruz, responsável por dirigir sua empresa de forma exemplar e sem brechas para confraternizações. No entanto, quando um advogado (Brett Goldstein) atraente e recém-chegado da Inglaterra se torna seu funcionário, a vida vira de cabeça para baixo. Agora, esse caso apimentado de dois viciados em trabalho irá mudar a perspectiva de vida de ambos. Sem espaço para rigidez, políticas internas serão quebradas e eles terão que encontrar uma forma de pensar mais com a emoção do que com a razão.
O que achei?
Jennifer está ótima e linda como sempre. Traz seu carisma de estrela para o filme (também é produtora). Diz a lenda que o diretor disse que o filme tinha sido pensado para ela, e só o faria se ela aceitasse o papel principal. É esperto, já que ela é a razão pela qual o filme funciona… um pouquinho. Entretanto para mim o grande problema é Brett Goldstein. Além de ser o interesse amoroso, ele é também co-roteirista. É o grande problema em ambos os casos. Primeiro porque não consegue ter química com Jennifer. Segundo porque aquele peito empinado me incomodava profundamente, rsrs. E terceiro por causa do roteiro.

A história começa bem. Tenta fazer uma crítica sobre os problemas que uma mulher na chefia enfrenta. Mas depois desanda. Tem um cena especialmente lamentável (na hora do parto) que achei totalmente desnecessária e sem graça. E ainda homenageia algumas cena copiando outras sem pudor. Dois exemplos: a cena do vidro na coletiva de imprensa (de A Primeira Noite de uma Homem) e a cena da chegada na coletiva (de Um Lugar Chamado Notting Hill). Nada tão bem feito como nos originais, claro, mas uma cópia descarada.

Além de Jennifer, algumas outras coisas ainda valem a pena. Betty Gilpin está ótima como a melhor amiga – uma constante nesse tipo de filme. E também ver Edward James Olmos e Jennifer fazendo pai e filha, relembrando os bons tempos de Selena. Tony Hale, de Veep, também tem momentos divertidos.

Ah, duas curiosidades. Jackie Sandler, esposa de Adam Sandler, faz o papel de uma das mulheres do escritório. E também há cenas durante os créditos. Mas é tudo tão grosseiro, que nem precisa ver.









































