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Vale ver as atrizes incríveis da divertida história real de Pequenas Cartas Obscenas

Sempre digo que a vida real nos apresenta fatos muito mais absurdos do que qualquer roteiro maluco de cinema. Isso fica evidente também em Pequenas Cartas Obscenas, comédia inglesa que estreia nessa quinta nos cinemas. O filme  apresenta um duelo sensacional entre duas grandes atrizes: Olivia Colman e Jessie Buckley  (só pra lembrar que elas fizeram o mesmo personagem em dois tempos em A Filha Perdida)Vale ver –  você vai se divertir.

O filme se baseia em uma história real mais estranha que a ficção. Pequenas Cartas Obscenas segue duas vizinhas: a profundamente conservadora Edith Swan (Olivia Colman) e a desordeira imigrante irlandesa Rose Gooding (Jessie Buckley). Quando Edith e outros vizinhos começam a receber cartas maldosas, cheias de palavrões involuntariamente hilários, a desbocada Rose é acusada do crime. As cartas anônimas provocam uma comoção nacional, e um julgamento é iniciado. No entanto, à medida que as mulheres da cidade – lideradas pela policial Gladys Moss (Anjana Vasan) – começam a investigar o crime por conta própria, elas suspeitam que há algo errado, e que a culpada não é Rose.

O que achei?

É uma história que poderia ser facilmente adaptável para os dias de hoje. Em Pequenas Cartas Obscenas, a forma de querer diminuir o outro é feito através de cartas. Hoje em dia, as redes sociais são o caminho. Ou seja, a história, mesmo se passando nos anos 20 numa pequena cidade inglesa, é bem atual. Além disso, é uma história de mulheres. Não só Edith e Rose, as duas principais, como também a policial Gladys (que também realmente existiu). Isso sem contar as amigas, que se unem à Gladys para provar quem é a pessoa verdadeiramente culpada pelas cartas. Essas representantes da força feminina são um perfeito contraponto com os policiais tontos (homens) que se negam a enxergar o que está bem na frente de seus narizes. E há ainda o maior vilão – na minha opinião – o pai de Edith, feito por Timothy Spall.

O roteiro é eficiente, a direção de arte, idem. O roteiro, que mistura história policial e comédia, além de mostrar o medo que espíritos livres inspiram, é extremamente eficiente. E claro, há a linguagem chula. Há um repertório enorme de palavrões ditos todo o tempo por Edith e Rose. É muito engraçado ver uma “lady” como Olivia Colman falando tanta besteira. Ela é sempre ótima. Mas quem brilha muito é uma de minhas atrizes preferidas, Jessie Buckley. Eu a descobri em As Loucuras de Rose (atualmente disponível só para aluguel e compra na Apple TV e Amazon Prime). Ela é sensacional sempre. E sua energia como Rose é simplesmente perfeita. Você vai sair da sala de cinema com um sorriso no rosto.

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