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As conversas com John Green e Nat Wolff no Rio de Janeiro

Eu já tinha visto e lido algumas entrevistas com John Green, o autor de livros best-sellers como A Culpa é das Estrelas e Cidades de Papel. E sempre ele era simpático, bem-humorado, com respostas diretas à todas as perguntas. E não foi diferente desta vez, quando tive a oportunidade de entrevistá-lo. Ele veio ao Rio de Janeiro para o lançamento da versão em filme de Cidades de Papel, que estreia nos cinemas no próximo dia 9 de julho (aguarde na próxima semana uma análise do filme).

Conversei com ele em dois momentos. Durante a coletiva de imprensa no Hotel Copacabana Palace e no tapete vermelho na pré-estreia oficial do filme. Ele foi um doce em ambas as ocasiões. O que chama a atenção num primeiro momento é a sua espontaneidade. Logo na primeira pergunta, que foi sobre as diferenças na história entre o filme e o livro, ele foi bem direto: “Escrevi o livro há 8 anos, e creio que as resoluções do filme acabaram ficando melhores. Acho mesmo que o filme é melhor que o livro (eu concordo!). Gosto especialmente do fato que a importância das amizades ficou maior no filme”.

cidades de pael coletiva 2

E é clara também a amizade dele com o ator principal do filme, Nat Wolff, que também veio ao Rio. Aliás, Nat, depois de conquistar o público como o cego Isaac em A Culpa é das Estrelas, tem aqui o seu primeiro papel principal. As brincadeiras entre ele e John foram contantes durante a coletiva (infelizmente ele passou mal e não foi à pré-estreia). Nat até fez uma brincadeira com o assunto: “95% daqueles que dizem que o elenco de um filme é uma família está mentindo. Mas no nosso caso, é verdade. Ficávamos conversando e jogando videogame nos intervalos das gravações e todos ficamos muito amigos. Por exemplo, agora que Justice Smith,  que faz Radar no filme, está trabalhando em Nova York, ele está morando comigo.”

Nat ainda estava fazendo A Culpa é das Estrelas quando o produtor daquele filme, Isaac Klausner, lhe disse que deveria ler o livro Cidades de Papel. “Passou a ser o meu livro favorito de John, eu me identifiquei totalmente com o personagem Quentin. Uns seis meses depois, Wick Godfrey me ofereceu o papel. Eu disse sim antes dele terminar de falar”. Isso obviamente facilitou o trabalho dos roteiristas, que já sabiam quem seria o ator do personagem principal antes mesmo de começar a escrever o roteiro do filme.

É bem claro que Quentin é um personagem muito próximo do coração de John Green. Apesar dele dizer que tinha um amigo quando era adolescente que serviu como inspiração, ele mesmo contou uma história que o aproxima do seu protagonista. ”Quando tinha mais ou menos a idade dele, eu também invadia essas lojas abandonadas em Orlando (cidade da Florida onde também se passa a história). Tanto que quando vi o cenário que foi criado para o filme, fiquei chocado. Era como se tivesse voltado no tempo.”

Ele também traçou um paralelo entre Orlando e a parábola das cidades de papel no filme. “Quando você cresce numa cidade como Orlando, você vai muitas vezes aos parques temáticos até o momento de exaustão. Hoje em dia, eu odeio todos eles. Eles são falsos!” John inclusive arrancou risadas de todos os presentes à coletiva quando disse que estava feliz que o filme não era produzido pela Disney, assim ele pode falar esse tipo de coisa.

De qualquer maneira, ele estava visivelmente emocionado com a quantidade de fãs presentes na pré-estreia no Cine Odeon, no centro do Rio de Janeiro. As pessoas presentes na entrada deram a ele um tratamento digno de Tom Cruise. Gritavam “John, we love you”, e mais ainda quando ele se aproximava, fazia selfies e dava autógrafos em vários livros. Só depois de percorrer toda a área destinada aos fãs, ele conversou com a imprensa. Perguntei a ele o que ele achava de todo esse amor do público brasileiro. “ Isso nunca me aconteceu dessa maneira antes. Nem em meu país. É emocionante ver como as pessoas aqui se envolveram com os personagens de meus livros.” Com isso, perguntei também se agora , com o fim de seu envolvimento com Cidades de Papel (como produtor), ele voltaria a escrever um novo livro, ou se também iria se envolver com a adaptação de outro de seus livros, Quem é você, Alasca?,  para o cinema, programado para 2016. Ele sorriu e deu a entender que não deverá ter o mesmo comprometimento que em Cidades de Papel. Isso quer dizer que um novo livro de sucesso deve vir por aí…

 

03/07/2015

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