Quando vi o trailer e a sinopse de Segredos do Passado, da Prime Video, fiquei entusiasmada. A história parecia interessante. E ainda tinha Eric Bana, um ator conhecido, para dar importância à produção. Ele faz o papel do O agente federal Aaron Falk. Ele retorna à sua cidade natal após uma ausência de mais de vinte anos para assistir ao funeral de seu amigo de infância, Luke. Este supostamente matou sua esposa e filho antes de tirar a própria vida. Falk relutantemente concorda em ficar e investigar o crime. Mas abre uma ferida antiga, o assassinato de uma namoradinha dele de adolescência. Só que Falk começa a suspeitar que esses dois crimes, separados por décadas, estão conectados.
O que achei do filme?
O filme se baseia no livro The Dry, de Jane Harper. É todo passado num lugar desértico da Austrália, o que dá ainda mais uma sensação de desolação. Intercala flashbacks da época em que Aaron era jovem e aconteceu o primeiro crime com a situação atual. Ao chegar de volta à cidade, Aaron é hostilizado por boa parte da população, que acha que ele era o culpado. O problema é que a investigação do novo prime é lenta e não mantém a atenção. Com suas quase duas horas de filme, Segredos do Passado poderia ter bem cortado uns 20 minutos.

E não é só isso. A resolução final dos dois assassinatos é corrida e parece um tanto absurda. Algo assim como – vamos tirar da cartola um culpado. Pensei até em voltar o filme para ver se havia perdido algo no meio do caminho, mas desisti. Não merecia passar por tudo de novo, rsrs. Há um momento em que há tantos personagens que fica difícil de acompanhar quem é quem. O único interessante acaba sendo o policial Raco, feito por Keir O’Donnell.

O filme esperou dois anos para chegar aos cinemas. Isso geralmente é o suficiente para acender o sinal amarelo. A crítica americana gostou, mas a mim não conquistou. Pena!









































