Sou fã de Mila Kunis, então quando Uma Garota de Muita Sorte estreou na Netflix corri para ver. Entretanto, naõ foi bem o que eu esperava. Sei que muita gente está adorando. Mas, para mim, foi muito difícil chegar ao final, rsrs. Precisei de três sentadas para finalmente terminar. O filme é co-produzido pela empresa de Reese Witherspoon, que dá clara preferência para histórias de mulheres que passam por experiências terríveis. Mas que, no final, acabam se conhecendo melhor, e mudando sua forma de ver as coisas. Foi assim com o recente e interessante Um Lugar Bem Longe Daqui. Uma Garota de muita Sorte, porém, não tem a mesma sorte (rs, não resisti à brincadeira). . E não funciona tão bem, na minha opinião.

O filme se baseia no livro de Jessica Knoll. Ele acompanha Ani FaNelli, uma nova-iorquina bem-sucedida, segura de si e que parece ter tudo. Ela tem uma posição de prestígio em uma revista, um estilo que causa inveja por onde passa, e um casamento dos sonhos no horizonte. Entretanto, se você prestar atenção, as coisas não são tão perfeitas assim. É quando o diretor de um documentário policial a convida para contar sua versão sobre um chocante acidente que aconteceu quando ela ainda era só adolescente. Nesse momento, Ani é forçada a enfrentar uma verdade sombria que ameaça desestruturar sua vida meticulosamente projetada.
O que achei do filme?
Creio que o que mais me incomodou no filme foi a sensação de estresse total que Ani passa. Aquilo foi me deixando tensa e nervosa, com vontade de parar o filme – duas vezes. A explicação do motivo que a personagem é como é vem muito tarde. Com isso, você cria uma total antipatia – pela história e por Ani, que só vai ser explicada na hora final. Essa é mais concisa e tem ainda cenas impactantes. É o caso da cena de Ani com os três rapazes na festa. É aterradora, e me lembrou muito 13 Reasons Why.

E aqui fica o destaque para Chiara Aurelia (de Cruel Summer). Ela faz a Ani adolescente, só que não tem absolutamente nada a ver com Mila Kunis. Entretanto, ela é tão boa que isso não faz a menor diferença. Repare na cena em que fala com o diretor do colégio. Perfeita. O elenco ainda tem boas participações de Finn Wittrock e de Jennifer Beals. Connie Britton, sempre tão boa, infelizmente caiu na caricatura como a mãe de Ani.

Não li o livro em que Uma Garota de Muita Sorte se baseia. Entretanto, sob o meu ponto de vista, o filme tem graves falhas de ritmo. A primeira parte é cansativa. E isso acaba tirando parte do apelo de contar uma história que é importante. Especialmente porque espelha uma sociedade machista, que ainda acredita no cara com dinheiro, e não na mulher pobre.









































