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O triunfo e a beleza da nova versão de Emma

Emma é um dos mais populares romances de Jane Austen, uma de minhas autoras preferidas. Já foi tema de dois filmes, ambos de 1996. Um menos conhecido, era inglês, feito para a TV, com Kate Beckinsale no papel principal. O outro, que muita gente deve lembrar tinha Gwyneth Paltrow como Emma. Chegou até a ganhar o Oscar de trilha sonora. Este último está disponível na Microsoft e no Google Play para aluguel e compra. Isso sem contar As Patricinhas de Beverly Hills, que transporta a história para os anos 90. Agora, em 2020, saiu uma nova versão, que acabou não indo para os cinemas por causa da pandemia. Pena, pois com sua fotografia deslumbrante e cores fortes, teria sido um belo espetáculo para ver na tela grande.

Ele está disponível desde o fim de agosto nas plataformas de VOD para aluguel e compra (Apple TV (iTunes), Google Play, Looke, Microsoft Filmes e TV (Xbox), NOW, Oi Play, PlayStation Store, SKY Play e Vivo Play). E também está em DVD e Blu-Ray. Pode me chamar de antiquada, mas eu adoro ter os filmes em mídia física. Assim tenho a certeza que poderei ver onde e quando quiser, independente dos contratos do streaming – que podem terminar de uma hora para outra. A Sony Pictures me mandou um DVD de presente, que assisti ontem à noite. Confesso que no início fiquei um pouco chocada. Ela tem um certo clima de farsa, de ironia, que a gente não está acostumada a ver nas  adaptações dos romances de Jane Austen. Mas, depois você acaba se acostumando, e adorando esse novo olhar sobre a história.

A história de Emma

No geral, a história de Emma é sobre aquele momento em que você encontra um grande amor entre seus pares em busca de um final feliz.  Foi o último livro da autora publicado enquanto ela ainda estava viva. Emma Woodhouse Anya Taylor-Joy, de Fragmentado)  é uma jovem mulher bonita, inteligente, rica e aparentemente esnobe. Mas, no fundo, sua maior ambição na vida é ver os outros felizes. Quando decide que tem o talento para formar novos casais, passa a trabalhar de cupido na pequena aldeia inglesa de Hartfield. Emma foca suas atenções em Harriet Smith (Mia Goth, de Suspiria) e, em meio à busca de pretendentes para a amiga, se mete em diversas confusões, sempre resgatada pelo amigo, o sr. Knightley (o super carismático Johnny Flynn).

A crítica

O filme é a estreia na direção de Autumn de Wilde, depois de vários anos trabalhando como fotógrafa, e diretora de vídeos musicais. E ela faz um trabalho mágico. Desde o tom do roteiro, passando pela magnífica  fotografia e trilha sonora. è interessante ver o filme em DVD porque é possível prestar atenção em todos os divertidos detalhes.  Isso sem falar na direção dos atores. Mia Goth faz provavelmente a melhor Harriet que já vi. E todos os outros atores estão uniformemente bem. Nunca pensaria em Anya Taylor-Joy como a personagem, mas ela funciona. Não tenta ser adorável, muito menos perfeita, e isso é um triunfo.

Mas a grande descoberta é Johnny Flynn. Nunca havia prestado atenção nele, e le faz um Mr. Knightley extremamente sexy. Aliás, repare na cena do baile, durante a dança dele com Emma. Fazia muito tempo que não via uma cena tão sexy. E somente com os olhares e o toque das mãos. Uma das melhores sequências que vi este ano.

 

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