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O inesperado Entre Idas e Vindas

O trailer de Entre Idas e Vindas, filme nacional que estreou na última semana nos cinemas, engana um pouco. Afinal, à primeira vista, parece uma comédia escrachada, na linha das várias estreladas por Ingrid Guimarães, como os dois De Pernas pro Ar, grandes sucessos de bilheteria. Mas não é o caso. Na verdade, Entre Idas e Vindas é até um filme sensível, com algumas cenas dramáticas e, é claro, também várias divertidas.

A história tem todos os ingredientes de um road movie, e também a receita é conhecida de vários filmes americanos. Quatro amigas, que trabalham juntas em uma empresa de telemarketing, saem numa viagem num motor home e acabam conhecendo um pai separado e seu filho, cujo carro quebrou na estrada. Esse grupo improvável vai passar por diversas situações e, é claro, vão acabar se envolvendo nas histórias um do outro.

Entre Idas e Vindas tem um elenco conhecido do grande público. A começar por Ingrid Guimarães e Fabio Assunção, que fazem o par central. Como sempre, Fábio sabe fazer a cara de apaixonado perfeitamente, como recentemente pôde ser visto na novela Totalmente Demais. Já Ingrid está um pouco for de sua zona de conforto, navegando um pouco pelas cenas dramáticas, com resultados que variam entre o ótimo e o fraco.

O resto do elenco principal é completado pelas competentes Rosane Mulholand, Caroline Abras e Alice Braga. A princípio é estranho ver Alice como coadjuvante, especialmente frente a sua carreira bem-sucedida em Hollywood. Mas na verdade ela tem um papel bem “nervoso”, o que a faz brilhar com sua conhecida naturalidade.

A grande descoberta, entretanto, é João Assunção, que faz o papel de Benedito, o menino que acompanha o pai nessa jornada. Na época das filmagens, ele tinha 11 anos, e tem uma atuação de veterano, apesar de ser sua primeira experiência como ator. É um fofo!

O resultado do primeiro fim de semana nas bilheterias não foi dos melhores. Fez 786 mil reais de renda, aproximadamente quatro vezes menos do que Carrossel 2 em sua segunda semana. Pena, porque no final, é possível se divertir com Entre Idas e Vindas. E também se emocionar. É surpreendente no panorama do cinema brasileiro, e por isso mesmo interessante.

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