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O fim da Mostra e A santa do Impossível

Hoje (4) é o dia oficial do encerramento da Mostra de Cinema de São Paulo. É a ocasião em que serão conhecidos os favoritos do público e da crítica. 198 filmes estiveram  disponíveis virtualmente pela plataforma  Mostra Play a um custo de 6 reais cada. Mas se você acabou não conseguindo ver o que queria, há mais uma oportunidade. A repescagem oferece uma nova chance. Quem quiser assistir os filmes que durante duas semanas estiveram na Mostra, podem fazê-lo. É só acessar a plataforma Mostra Play (https://mostraplay.mostra.org/). O custo continua sendo 6 reais.

Eu vi poucos filmes, só três. Mas foram bem interessantes, e muito diferentes entre si. O primeiro foi o divertido português Prazer, Camaradas. Depois veio o denso e histórico  filme tcheco O Charlatão.  E agora o último foi o suíço A Santa do Impossível. A história é baseada no romance do premiado escritor Arnon Grunberg.  É um drama com um leve toque de comédia. Fala sobre uma família de imigrantes latinos que vivem ilegalmente em Nova York. É o primeiro longa-metragem do suíço Marc Wilkins, diretor do curta pré-indicado ao Oscar, Bon Voyage.

A Santa do Impossível

Na história, Rafaella (Magaly Solier, atriz peruana de A Teta Assustada),  é uma imigrante peruana. Ela vive ilegalmente com seus filhos adolescentes, os gêmeos Paul e Tito (Adriano e Marcello Durand), na cidade . Influenciada pelo namorado, o escritor suíço Ewald (Simon Käser), ela decide montar um delivery de burritos. Só que tudo é clandestino em seu pequeno apartamento no Bronx. O que ela não imaginava é que isso poderia chamar a atenção das autoridades. Enquanto isso, Paul e Tito tentam conquistar a coração de Kristin (Tara Thaller), uma misteriosa prostituta croata que acaba por envolvê-los em um crime.

A crítica

O filme se passa em dois tempos. Começa com uma situação de um apartamento destruído. Depois vai construindo uma história para explicar o que aconteceu para provocar aquele momento.  Na primeira é o ponto de vista de Rafaella. Sua paixão por Ewald, e a tentativa de crescer com seu próprio negócio. E há também a história dos meninos com a prostituta croata. Tudo é contado de uma maneira a ressaltar a invisibilidade dessas pessoas numa cidade.

Esse foi o grande apelo que me fez ter interesse de ver o filme. São poucas as cenas que mostram a Nova York que eu conheço, com o corre corre fascinante de Manhattan.  A maioria do tempo A santa do Impossível mostra o drama. E ainda a sujeira, a falta de perspectiva dessas pessoas quase invisíveis. Apesar de ter alguns momentos divertidos, é um filme difícil. De uma certa maneira, tenta romantizar a miséria dessas pessoas. Mas deixa um gosto ruim quando termina.

Premiados da Mostra

PRÊMIO DO JÚRI INTERNACIONAL

Os filmes da seção Competição Novos Diretores mais votados pelo público foram submetidos ao Júri. Estes escolheram 17 Quadras como melhor documentário. Eiymofe (Esse é o Meu Desejo) foi o melhor longa de ficção. Também mereceu uma Menção Honrosa a atriz Thiessa Woinbackk, do longa Valentina. Isso também aconteceu com o documentário brasileiro Chico Rei entre nós.

PRÊMIO DO PÚBLICO

O público da 44ª Mostra escolheu Não Há Mal Algum , como melhor filme de ficção estrangeira.  Welcome to Chechnya foi o melhor documentário. Entre os brasileiros, Chico Rei Entre Nós recebeu o prêmio de melhor documentário. Valentina foi o de melhor ficção.

PRÊMIO DA CRÍTICA

A imprensa especializada que cobre o evento tradicionalmente confere o Prêmio da Crítica. Elegeram Glauber, Claro como o melhor filme brasileiro. Mosquito foi o melhor entre os estrangeiros.

 

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