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A terrível crônica de uma separação de Enquanto Houver Amor

Tenho uma certa dificuldade de lidar com gente que fala demais. Daquele tipo que adora ouvir sua própria voz, sabe como é? Então para mim foi muito difícil conseguir suportar Annette Bening falando muuuuitoooo durante tod o o filme Enquanto houver Amor, que estreia nessa quinta nos cinemas. Sei que ela é uma boa atriz – apesar de que nunca me provocou empatia. Mas, foi complicado aguentar o filme.

Nele, Grace (Annette Bening) e Edward (Bill Nighy) são casados há 29 anos. Eles moram em uma pequena cidade costeira, perto da enseada de Hope Gap. Obviamente o casamento tem problemas. Os dois discutem, são bem diferentes. Ela fala demais, ele se retrai. A pedido do pai, o filho deles, Jamie (Josh O’Connor, de The Crown), vem visitar no fim de semana. É quando Edward informa que ele planeja deixar Grace no mesmo dia.

O que achei de Enquanto Houver Amor?

O que se segue é uma descida aos infernos. Grace não se conforma com a situação. E menos ainda que a razão da saída do marido de casa é que encontrou uma outra pessoa por quem se apaixonou. Em momento algum, me passou que Grace efetivamente amava Edward. Era simplesmente uma questão de perder, ou de temer a solidão. Mesmo que esses dois estivessem claramente sozinhos, mesmo vivendo juntos.

No meio de tudo isso está o filho Jamie. Ele tenta não escolher lados. Mas, claramente, também não aguenta aquele ambiente, que também lhe deixou profundas marcas. O roteiro é de autoria de William Nicholson, que se baseou na experiência similar do fim do casamento de seus pais. A sensação é que estamos assistindo uma peça, que teve uma nova versão para o cinema. E por isso tem uma fotografia deslumbrante com belas locações no litoral da Inglaterra.

Os atores estão bem, o filme pode interessar quem gosta de dramas densos e intensos. Mas para mim, foi quase insuportável ficar ouvindo aquela mulher enlouquecida. Deu vontade de gritar, “vá viver a sua vida porque ele não aguenta mais você”. E nem a audiência.

 

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