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Mogli – o Menino Lobo é uma festa encantadora do cinema

Mogli – O Menino Lobo, desenho da Disney de 1967, nunca foi dos meus favoritos. Talvez seja, ao lado de Alice no País das Maravilhas, o que eu menos gosto. Por isso, fui assistir Mogli – O Menino Lobo, o filme que estreia esta semana nos cinemas mais como um compromisso do que como uma vontade real. E a surpresa foi enorme. Adoro o trabalho de Jon Favreau como diretor, mas aqui ele se superou. Excelente filme, que firma a tradição da Disney de fazer lindas versões com atores de seus desenhos clássicos. Mogli – O Menino Lobo não deixa nada a dever a Cinderela e Malévola, dois grandes sucessos. É uma festa para os olhos de adultos e crianças.

Tendo como base O Livro da Selva, de Rudyard Kipling, e inspirado no clássico longa de animação da Disney, Mogli – O Menino Lobo (The Jungle Book) conta a história Mogli (o super talentoso Neel Sethi), um menino criado por uma família de lobos no meio da floresta. Mas Mogli sente que não é mais bem-vindo quando o temido tigre Shere Khan (voz de Idris Elba), promete eliminar o que ele considera uma ameaça. Forçado a abandonar o único lar que conhece, Mogli embarca em uma cativante jornada de autoconhecimento, guiado pela pantera e mentora Bagherah (voz de Ben Kingsley) e pelo alegre urso Baloo (voz de Bill Murray). Só que ele também vai saber como funciona o outro lado, quando encontra Kaa (voz de Scarlett Johannsson), uma cobra com voz sedutora e olhar penetrante, que hipnotizam o menino-lobo, e Rei Loiue (voz de Christopher Walken), o nobre de fala mansa que tenta convencer Mogli a contar o segredo da ilusória flor vermelha dos homens: o fogo.

Eu assisti ao filme com som original, com todas as vozes desses super-astros. Sempre prefiro ouvir as vozes originais, mas de qualquer maneira, a Disney caprichou no time de dubladores brasileiros: Marcos Palmeira (Baloo); Dan Stulbach (Bagherah); Julia Lemmertz (Raksha, a mãe-loba); Alinne Moraes (Kaa); Thiago Lacerda (Shere Khan) e Tiago Abravanel ( Rei Louie). Mas é visualmente que o filme tira o fôlego da gente. Tanto a floresta como os animais foram criados pelos efeitos especiais. É incrível. No caso dos animais, Bagherah é o mais perfeito. Isso coloca ainda mais em evidência o talento e o frescor da interpretação de Neel Seethi como Mogli. Ele interage perfeitamente com todos os elementos de uma maneira extremamente natural. Adorei especialmente a cena em que Mogli e Baloo cantam The Bare Necessities (indicada ao Oscar em 1967) no lago. Uma bela homenagem ao desenho.

Este é o primeiro dos filmes baseado na obra de Kipling a chegar. Em 2018 será a vez da versão dirigida por Andy Serkis (que também fará a voz de Baloo). Segundo ele, será mais próxima do livro e mais dark também. O elenco também é recheado de astros: Christian Bale, Cate Blanchett, Benedict Cumberbatch, Freida Pinto, Matthew Rhys entre outros.

E esta semana, mesmo antes de Mogli – O Menino Lobo estrear, a Disney já está trabalhando na sequência. Com um excelente boca a boca e um impressionante número de 100% de aprovação no site Rotten Tomatoes até agora, o estúdio já está negociando com Jon Favreau e com o roteirista Justin Marks para adaptar O Livro da Selva 2, também de Kipling. Ou seja, vem muito mais Mogli por aí.

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