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Ethan Hawke, indicado ao Oscar, está sensacional em Blue Moon

Blue Moon : Música e Solidão não foi lançado nos cinemas, apesar de ter um visual altamente cinematográfico. Foi direto para as plataformas digitais para aluguel e compra. Confesso que isso me surpreendeu num primeiro momento. Afinal, o filme é dirigido por Richard Linklater, e estrelado por Ethan Hawke, que esteve presente em todas as listas da Temporada de Premiações, inclusive o Oscar. Mas após assistir ao filme, entendi. Blue Moon não é um filme fácil, mas tem uma interpretação incrível de Ethan Hawke. E a história, que se passa no mundo da Broadway nos anos 40,  tem um apelo especial para mim, que adoro essa época. Não é fácil, mas eu achei fascinante.

O filme se passa na noite do dia 31 de Março de 1943, na abertura do musical que se tornará um sucesso, o inovador Oklahoma!. A peça é a primeira escrita pela dupla Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II e se tornará um sucesso de crítica e público. Quem não está nada feliz com isso é o lendário letrista Lorenz Hart, ex-parceiro de Rodgers (Ethan Hawke). Ele foge do teatro, e acaba amargurado no bar Sardi’s onde acontecerá a festa de celebração. Ao lado de um simpático barman (Bobby Cannavalle), que empresta seu ouvido e seus conselhos, Hartz fala sobre o novo sucesso do ex-parceiro (Andrew Scott), e sobre sua nova paixão por uma estudante (Margaret Qualley). Blue Moon acompanha a depressão e os problemas com alcoolismo de Hartz enquanto explora os bastidores do showbiz.

O que achei?

Diz a lenda que Richard Linklater ( de Boyhood) teria mostrado o roteiro para Ethan Hawke há uns 10 anos. Mas que decidiu esperar o ator ficar mais velho para poder fazer o personagem de Hart sem maquiagem para envelhecer. Esses dois tem uma grande história juntos, especialmente a trilogia de Antes do Amanhecer. Blue Moon tem uma proposta diferente.  Aposta nas cores fortes, num formato de teatro filmado. E claro, na história trágica de um grande talento. Além da música que dá nome ao filme, Lorenz Hart  também escreveu outros clássicos da música popular norte-americana, como Isn’t It Romantic, My Funny Valentine, My Romance, The Lady is a Tramp, entre outros. Ou seja, era um enorme talento.

Mas como muitos desses gênios, tinha seus próprios demônios, e o filme se concentra nisso. Especialmente nas conversas com o barman. Graças à atuação brilhante de Ethan Hawke, que uniu aspectos físicos e estilo para compor Hart. Repare como ele está baixo – Linklater o colocou num andar  abaixo do resto do elenco, para termos essa percepção que era menor que os outros. Me lembrou um corvo. E principalmente a maneira de falar, como se fosse uma metralhadora. Incomoda a todos que estão na história e também a quem está assistindo. Impossível não perceber que ele mesmo reconhece a sua decadência.

As referências

E, claro há um monte de referências. Para quem conhece música e cinema, é uma festa. Repare no rapaz chamado George Hill, que recebe o conselho de Hart para fazer filmes sobre amizade. Uma clara referência ao diretor George Roy Hill e seu filme Butch Cassidy. Ou ainda quando ele conta a história do rato para E. B. White, que mais tarde escreveria Stuart Little. E claro, o garoto Stevie, que ama teatro, que provavelmente viria a se tornar o autor de musicais Stephen Sondheim.  Mas há mais…

E, no final…

Ou seja, tudo isso dá um grande charme ao filme. Mas Blue Moon começa com a morte de Hart, e sabemos que apenas alguns meses depois ele irá sucumbir aos seus demônios. E ver essa decadência sem volta é sempre triste e difícil.

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