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O mundo sobrenatural da série Midnight Texas

Li todos os 13 livros das histórias de True Blood, de Charlaine Harris. São totalmente diferentes da série. Li também dois dos livros da saga de Harper Connelly, uma sensitiva que consegue ver as últimas lembranças de pessoas mortas. Eles estão disponíveis no Brasil, com os nomes de Visão do Além e Surpresa do Além. Mas, realmente não conhecia os livros da série Midnight Texas, da mesma autora. São eles, Midnight Crossing, Day Shift e Night Shift, só disponíveis em versões importadas por aqui. E também não tinha conseguido ver ainda a série, exibida pela NBC, do mesmo nome. A segunda temporada estreou no mês passado nos Estados Unidos, e a primeira acabou de ser disponibilizada no Brasil em DVD. Fiz uma maratona fácil dos 10 episódios.

A série acompanha a história de Manfred (Francois Arnaud,  de Blindspot e Os Bórgias) um vidente cheio de dívidas. Ele segue o conselho do espírito de sua avó cigana para se esconder na cidadezinha no meio do nada, chamada Midnight. Ela está situada na divisa do mundo normal e sobrenatural. Lá existe um véu, uma barreira que evita que os seres sobrenaturais transitem livremente pelo mundo. Os habitantes da cidade, todos com um pé no mundo estranho, são unidos e fazem o possível para não atrair atenção de curiosos ou da polícia.

Quem são os habitantes de Midnight Texas

Logo que Manfred chega lá, um corpo aparece boiando no rio, levando a policia investigar o crime. O corpo era de Aubrey, noiva de Bobo (Dylan Bruce,  de Orphan Black). O xerife passa a interrogar os moradores . Entre eles, Olivia (Arielle Kebbel, The Vampire Diaries) uma assassina da aluguel, seu namorado, o vampiro Lemuel (Peter Mensah,  que participou de True Blood). Também vivem lá a bruxa Fiji (Parisa Fitz-Henley, vista há pouco em Luke Cage), o anjo Joe (Jason Lewis, de Sex & the City) e o homem-tigre,  alter -ego do reverendo Emilio ( Yul Vazquez , que esteve na série Divorce). Mas há gente, em tese normal,  como a família de Creek (Sarah Ramos, que participou da série Parenthood).

O princípio da série é que esse véu que segura os sobrenaturais está se rompendo, e um ser muito demoníaco está querendo aparecer na cidade. E, segundo uma lenda, Manfred será o cara que deverá impedir essa invasão, com a ajuda de seus novos vizinhos. Com isso, a cada episódio,  ficamos conhecendo um pouco sobre a história de cada um dos personagens principais. E sempre há um demônio, ou similar, que quer acabar com a paz do lugar.

E  a série é boa?

A série lembra True Blood em muitos momentos, já que elas se passariam no mesmo universo. Homens- tigres, bruxas, vampiros e sensitivos são figuras comuns entre as duas produções. Mas, é claro, não espere as cenas de sexo quentes de True Blood em Midnight, Texas. Afinal, ela é exibida nos Estados Unidos na NBC, uma rede de TV aberta, sem as “liberalidades” do cabo da HBO. No final, me diverti, os 10 episódios passaram facilmente. No elenco, tem alguns dos atores que são muito ruins, como os intérpretes de Bobo, Emilio e Creek. Entretanto, os demais funcionam e conseguem carregar a série de maneira satisfatória. O último episódio termina num cliffhanger, e me deu vontade de saber o que vai acontecer na segunda temporada.

 

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