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O Espelho brinca com dualidade entre psicologia e sobrenatural

Muitas vezes não dá tempo de assistir todos os filmes que vão entrar em cartaz. Então, meu amigo Edu Fernandes, com quem participo do programa Quadro a Quadro todas as semanas, colaborou com o Blog de Hollywood com a análise do filme O Espelho, que chegou hoje aos cinemas. Parece ser um bom filme de suspense…

 

O Espelho brinca com dualidade entre psicologia e sobrenatural

As sequências são uma bela fonte de dividendos para produtoras. Por isso, muitos roteiros são concebidos para garantir espaço para a realização de filmes posteriores. O Espelho, que estreia em 3 de julho, faz o contrário e deixa ganchos para prólogos (as chamadas prequels).

O tal espelho do título foi adquirido pelos irmãos Kaylie (Karen Gillan, de Doctor Who) e Tim (Brenton Thwaites, de Malévola). O plano é documentar em vídeo que o objeto é realmente assombrado e depois destruí-lo. Assim, os irmãos provarão que o massacre familiar realizado pelo pai deles (Rory Cochrane, de Argo) na infância não passa de mais uma tragédia causada pelo espelho.

Se fossem mais sensatos, os dois destruiriam o objeto amaldiçoada sem antes terem de provocar sua manifestação em vídeo e se colocar em risco. No entanto, pessoas sensatas não são boas personagens de filmes de terror. Assim, o público tem contato com muitas outras vítimas da força sobrenatural que habita o espelho – eis os ganchos para prólogos.

Deixando de lado a decisão infeliz dos protagonistas, temos um roteiro que joga com incertezas e com o equilíbrio psicológico dos irmãos. A experiência na infância foi traumática e todos pensam que a dupla tem problemas mentais. O próprio filme deixa o espectador em dúvida sobre no que acreditar, se na fraqueza psicológica de Kaylie e Tim ou na existência de forças malignas.

Com essa proposta, O Espelho consegue ser um suspense de qualidade e personalidade, apesar de o trailer vender a imagem de um filme mais genérico. A sobreposição dos dois tempos narrativos (o atual e a infância dos personagens) funciona como mais uma ferramenta para amarrar o espectador no jogo mental armado pelo roteiro.

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