Da Magia à Sedução é um de meus filmes da vida. Desde 1998, quando ele foi lançado, devo ter visto pelo menos uma dezena de vezes (hoje está na HBO Max). Acho divertido, emocionante, o romance é eficiente. Por esse motivo, estava super curiosa para ver a continuação que chega nessa quinta aos cinemas, Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor. Mas apesar de bonitinho, é muito inferior ao primeiro. Confesso que fiquei desapontada.

As irmãs Sally e Gillian muitos anos depois, elas continuam assombradas pela maldição do clã Owen: não podem se apaixonar, pois todos que amam acabam morrendo. Tudo fica mais complicado quando a filha de Sally se apaixona, e resolve tentar acabar sozinha com a maldição. Agora, elas terão que enfrentar a sombria maldição que as perseguem por séculos, e ainda salvar a garota.
O que achei?
O primeiro problema é a duração do filme. Com mais de duas horas de duração, esse segundo Da Magia à Sedução enrola muito, com a ida para a Inglaterra, e especialmente o relacionamento de Kylie (Joey King) com Tom ( Solly McLeod, o Sir Jofrey da primeira temporada de A Casa do Dragão). Chega a dar sono. É claro que há coisas boas, especialmente a relação das irmãs, feitas por Nicole e Sandra. Apesar de que Nicole está sempre com filtro, e Sandra não consegue mover o rosto direito. E aqui claramente Sandra é a principal, e Nicole quase uma coadjuvante. Sandra tem até direito a um interesse amoroso. Aliás a química dela com Lee Pace ( Ian Wright) é sensacional. Poderiam ter investido mais nesse arco da história.

Ainda há a volta das tias do primeiro filme. Dianne Wiest e Stockard Channing estão sensacionais como sempre. Queria que aparecessem mais. Apesar de adorar Joey King, o filme perde tempo demais com sua personagem. Poderiam ter se concentrado menos nela e mais no resto. Isso faria com que o filme conseguisse manter mais o interesse . E coitada da Maisie Williams , uma coadjuvante de luxo – com muito pouco a fazer.

O primeiro filme tinha uma grande história de amor por quem você torcia ( Sally e Gary, feito por Aidan Quinn), que aqui seria a história de Kylie e Gideon (Xolo Maridueña, o Besouro Azul). Mas não funciona, apesar dos esforços dos dois atores. Uma pena. Poderiam ter tentado fazer uma coisa mais simples e eficiente. O primeiro filme ganhou o status de cult por causa disso.

Fofoca de bastidores
Uma das grandes questões sobre a produção foi a razão pela qual Evan Rachel Wood, que fez o papel de Kylie no primeiro filme, não retornou nessa sequência. Ela própria chegou a dar entrevistas dizendo que teria adorado voltar, mas que os produtores queriam outra atriz para o papel de Kylie, Diz a lenda que jornalistas que entrevistaram Sandra e Nicole (também produtoras do filme ) teriam sido proibidos de fazer perguntas sobre a ausência de Evan. Mas para mim, é óbvio. Eles queriam atrair um público mais jovem. Evan atualmente está com 39 anos (Joey tem 27). E a história ficaria pouco crível com uma mulher de 39 anos se apaixonando pela primeira vez. Além disso, Sandra não deveria ter gostado da ideia de fazer o papel de mãe de uma quarentona (quase), rsrs.









































