Um de meus filmes favoritos da vida é Uma Cilada para Roger Rabbit. Acho que é a combinação perfeita do live action e da animação, num nível que jamais nenhuma produção posterior alcançou – nem mesmo Space Jam (tanto o novo como o antigo). E essa premissa continua verdadeira com Coyote vs Acme, que estreia nessa quinta nos cinemas. A ideia é boa e a parte técnica também. Mas o filme cansa.

Coyote vs Acme acompanha dois rivais históricos. Ao mesmo tempo em que é atrapalhado e arrogante, Wile E. Coyote é obcecado por eliminar seu arqui-inimigo Papa-Léguas, dedicando seus dias a montar mirabolantes armadilhas para capturá-lo. Porém, de alguma forma, é sempre ele que acaba se dando mal . O Coiote decide então enfrentar quem ele acredita ser o verdadeiro responsável por seu constante fracasso, a ACME Corporation, empresa que desenvolve os equipamentos que ele usa. E para isso, contrata um advogado fracassado para ajudar no caso.
O que achei?
Esse filme tem uma história de bastidores interessante . Em 2023, a Warner resolveu engavetar o filme para obter um benefício fiscal, mesmo com ele finalizado. E depois mudou de ideia. A história se baseia em um conto de Ian Frasier , e tem um ponto de vista interessante , que com certeza já passou pela cabeça de todo mundo. As armadilhas que o Coiote usa para pegar o Papa-Léguas nunca dão certo e isso é um problema de fabricação – conforme ele próprio percebe.

O mais diferenciado da história é que o roteiro consegue enxergar uma certa doçura no Coiote. E especialmente na sua relação com o advogado, feito por Will Forte, e sua sobrinha, feita por Lana Condor , de Para todos os Garotos que já amei . Isso é muito legal, pena que o roteiro acabe sendo repetitivo, especialmente o que diz respeito ao personagem de John Cena , o diretor da ACME.

A tentativa de imitar a estrutura enlouquecida de um desenho animado acaba sendo uma furada. E apesar de algumas situações divertidas, e momentos fofos (especialmente o encontro de Papa-Léguas e Coiote no tribunal) , o filme não deve funcionar para os grandes públicos. Uma pena, porque poderia ter rendido muito, em vez disso é uma história nervosa que tem uma intenção melhor que seu resultado.









































