A Última Casa, que estreou hoje (7) na Netflix parte de um princípio interessante. O que aconteceria se alguma coisa impedisse você de sair da sua casa? O filme tem Wagner Moura e Greta Lee ( do ótimo Vidas Passadas) nos papéis principais e tem alguns bons momentos de suspense, mas no final é confuso, e sem pé nem cabeça. Uma pena.

Na história, Ann (Greta Lee), Jason (Wagner Moura) e seus dois filhos, de maneira inesperada, ficam confinados dentro da própria casa. Enquanto uma força desconhecida transforma o lar em uma espécie de prisão, todos ficam perdidos e sem entender a origem dessa ameaça. Os membros da família tentam manter a esperança e encontrar uma maneira de sobreviver, porém, a falta de água, comida e outros recursos essenciais faz com que o desespero tome conta do ambiente. Entre o medo do que existe do lado de fora e a tensão crescente dentro de casa, todos precisam decidir até onde estão dispostos a ir para permanecer vivos.
O que achei?
Há muitas boas intenções no roteiro, como fazer um paralelo com o tempo da COVID. Ressaltar a necessidade da esperança, da família, da empatia. Isso sem contar com a parte ecológica da história. Entretanto já vimos essa estrutura de roteiro tantas vezes, que até cansou. Por algum motivo pessoas ficam confinadas, tem que aprender a conviver, a usar o que tem para sobreviver, uma consegue sair para ir atrás de remédios. Falando assim é impossível não lembrar de O Dia Depois de Amanhã, rsrs. Mas de qualquer maneira, A Última Casa tem seus bons momentos de suspense, de drama familiar. Isso porque há um pouco de todos os gêneros no filme, drama, suspense, ficção-científica, terror, e até cenas fofinhas de família.

Entretanto, há escolhas péssimas. Já aviso que tem uma cena que acabou comigo com o cachorro. Poderiam ter deixado isso de fora. Há ainda algumas cenas desnecessárias com a morte de bichos. E há um monstrengo que é visivelmente inspirado no look do Predador, rsrs. Além disso, o roteiro é totalmente confuso, e o final chega a ser meio ridículo. Mas salvam-se Wagner, que ser consegue imprimir verdade em qualquer papel, e a garotinha fofa que faz a filha. Até Greta Lee, que é ótima, não funciona aqui – parece não ter achado o seu tom.

Enfim, para os fãs de Wagner Moura, vale a pena. Para os demais, é dispensável.









































