Há pouco tempo estreou nos cinemas o filme Vingadora, com Milla Jovovich. Nele, a atriz buscava incansavelmente a filha sequestrada bem ao estilo Liam Neeson. Agora, essa semana, chega aos cinemas Rio de Sangue, uma produção nacional com Giovanna Antonelli seguindo o mesmo caminho. O filme é bem eficiente.

Giovanna Antonelli é Patrícia Trindade, uma policial afastada da corporação após uma operação desastrosa. Jurada de morte pelo narcotráfico, Patrícia foge de São Paulo para o Pará, buscando não apenas segurança, mas também a chance de reaproximar-se de sua filha, Luiza (Alice Wegmann). Luiza, uma médica dedicada a ações humanitárias, trabalha com uma ONG que leva assistência médica a populações indígenas no Alto Tapajós. A trama se intensifica quando Luiza é sequestrada por garimpeiros durante uma expedição, colocando sua vida em grave perigo. Diante dessa situação desesperadora, Patrícia se vê forçada a retomar seu papel de policial e enfrentar as perigosas forças que dominam a região. A jornada de Patrícia para resgatar a filha transforma-se em uma corrida contra o tempo, onde a coragem, a determinação e o amor de mãe são levados ao limite.
O que achei?
O roteiro não tem grandes novidades. Mas a produção realmente chama a atenção ( a Star Distribution faz sempre um ótimo trabalho ) . O filme tem uma boa introdução com uma cena de tiroteio que é aplica a necessidade de Patrícia sumir. A relação com a filha, obviamente problemática, é eficiente. E Patricia é uma pessoa normal, não uma super-heroína. Tem momentos de cansaço, leva muitos sopapos, quase perde a esperança. É um papel em que Giovanna agarra com unhas e dentes- e se dá bem.

A química dela com Alice Wengman é boa. Você acredita que as duas são mãe e filha com muita bagagem para resolver. E o elenco ainda tem Antonio Calloni, bem nojento como ele sabe ser quando faz um vilão. E com uma estrutura de filme americano, o filme ainda tem um tema que é muito nosso, o problema dos garimpeiros que tiram a terra dos índios na Amazônia. Desde que me conheço por gente escuto essas histórias, e elas continuam a acontecer.










































