A primeira temporada de Paradise teve sucesso no Disney Plus, e eu gosto bastante (veja crítica aqui). Mas acabei demorando para ver a segunda, que estreou em fevereiro também no Disney Plus. Terminei hoje, e sinceramente, acho que é melhor que a primeira. Claro, há alguns momentos mais chatos, mas outros muito bem resolvidos, especialmente o primeiro e o último. Vale a pena ver – ela já foi renovada para uma terceira temporada.

a nova temporada acompanha o agente Xavier Collins (Sterling K. Brown) deixando o bunker em busca de sua esposa, Teri. Do lado de fora, ele descobre a realidade do mundo três anos após o apocalipse. Paralelamente, o interior do abrigo começa a ruir com rupturas internas e segredos sobre a origem da superinteligência “Alex”. Mas a nova temporada começa com a situação de uma nova personagem, Annie (Shailene Woodley), que, em princípio, não em ligação alguma com os demais.
O que achei?
A nova temporada já começa com um princípio interessante. No final da primeira, havia vários cliffhangers, o principal deles, o início da busca de Xavier por sua esposa, que ele descobre que não morreu. Entretanto, ela começa com um personagem totalmente diferente, Annie, vivida por Shailene, que era guia em Graceland (isso mesmo, a casa de Elvis), e se esconde por lá quando o pretenso fim do mundo começa. Esse arco é muito bom, especialmente quando um outro grupo desconhecido, chega no local. Na verdade, especialmente graças à interpretação de Shailene, é a melhor parte da temporada.

Paralelamente, a gente acompanha também a busca de Xavier (Sterling K. Brown) pela mulher, e os acontecimentos da cidade escondida. Nesse momento há altos e baixos. A parte da história de Jane (Nicole Brydon Bloom) me pareceu meio sem pé nem cabeça. Também a ligação de Sinatra com um personagem que ela julga ser seu filho morto ficou além do meu entendimento. Outras partes eram totalmente dispensáveis, como o encontro de Xavier com os garotos perdidos (rsrs, piadinha interna). Ainda bem que não perderam muito tempo com os adolescentes chatos dessa vez, rsrs.

Os bons momentos, além do arco de Annie, ficam especialmente com Sarah Shahi como Gabriella, que eu vejo como a verdadeira heroína da história. Há momentos incríveis dela especialmente no episódio final. Julianne Nicholson é uma ótima atriz, mas foi difícil entender os caminhos de Sinatra nessa temporada.

O episódio final, Exodus, é excelente, e já prepara o terreno para uma terceira temporada, que aparentemente terá muita viagem no tempo – a gente já viu um pouco disso nessa, mas bem de leve. Fiquei especialmente curiosa para saber com Xavier vai salvar o mundo – de novo.









































