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Jessica Chastain e a fórmula batida de Ava

Há vários filmes de ação estrelados por atores de primeira linha na Netflix. Tem Chris Hemsworth (Resgate), Jamie Foxx (Power), e Charlize Theron (The Old Guard), só para citar alguns dos mais recentes. E há pouco tempo, foi a vez de Jessica Chastain, com Ava. O filme ficou conhecido por problemas com o diretor. Matthew Newton deveria ser o diretor do roteiro escrito por ele. O problema é que veio à tona o seu histórico de violência doméstica. Com a pressão do público, ele acabou saindo da cadeira de diretor, ficando só como roteirista. Em seu lugar entrou Tate Taylor, que já tinha dado à Jessica Chastain – aqui também produtora – sua primeira grande chance no cinema, no filme Histórias Cruzadas (2011).

Em Ava, Jessica Chastain é a personagem-título, uma assassina a serviço de uma organização secreta. Seu superior  imediato é Duke (John Malkovich), que a ajudou a largar a bebida e as drogas. Ava viaja por todo mundo com a missão de abater alvos muito importantes. Só que quando um desses trabalhos dá errado, Ava é obrigada a lutar pela sobrevivência e pela da sua família. Mas também tem que enfrentar os fantasmas do passado…

A crítica

O filme começa bem com uma sequência em que Ava se finge de motorista para pegar um americano em Paris. Adorei, inclusive a presença de Ioan Gruffud. Pena que dura pouco. O roteiro passa então a ser um copy-cola de tantos outros. Uma assassina que é traída por seus superiores. A gente já viu isso várias vezes – e melhor – com Charlize Theron. Só como exemplo, posso mencionar Atômica e The Old Guard. Além disso, o roteiro tem vários furos. Um deles é gritante. Numa cena-chave no final, o personagem de Colin Farrell não finaliza o que pretendia fazer e  sai andando a pé por lugares completamente vazios. Oi? Será que ele nunca viu um filme de ação na vida? Rsrs! Isso sem contar toda a história com Michael (Common), com um problema de jogo tirado do nada. Pelo menos foi divertido ver Joan Chen novamente.

A melhor cena do filme, entretanto, não tem nada a ver com ação. É uma conversa de Ava com sua mãe (Geena Davis) durante um jogo de cartas. Geena arrasa. É provável que a peruca loura que Ava usa na primeira sequência seja uma homenagem ao look de um grande fracasso de Geena dos anos 90, Despertar de um Pesadelo. Lembra? Ela era… uma assassina também!

Confesso que tenho uma certa má vontade com Jessica Chastain. Sim , ela é linda, mas acho que é uma atriz super estimada, que tem somente duas expressões, feliz e pronta para matar (rs). Mas continuo a tentar gostar dela, quero muito ver seu próximo filme, The 355. Infelizmente, ainda não foi  dessa vez, com Ava, que Jessica mudou minha opinião.

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