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A jornada de Artemis Fowl até o Disney Plus

A Disney Plus chegou no último dia 17, e já prometeu um monte de lançamentos importantes para dezembro. Finalmente a novela de Mulan vai acabar, e ele vai estrear diretamente no serviço no dia 4. O filme para família Beleza Negra vai chegar dia 18, com Kate Winslet fazendo a voz da égua. E Soul, esperada animação da Disney, estreará diretamente no serviço no dia 25.

Uma das curiosidades do novo e badalado canal de streaming é saber qual o primeiro conteúdo que o assinante assistiu. Eu já tinha visto alguma coisa que foi liberada para a imprensa antes mesmo do serviço entrar no ar. Foi o caso da primeira temporada de The Mandalorian e do musical Hamilton. Eram dois conteúdos que eu queria muito conhecer. Mas o primeiro que vi após ganhar a assinatura de um ano  – Obrigada mesmo, Disney Plus!!! –  foi Artemis Fowl – O Mundo Secreto.

O filme é uma grande produção. É baseado em uma série de livros de grande sucesso sobre um garoto de 12 anos extremamente inteligente . É o Artemis do título. No filme, ele tenta resolver o mistério do sumiço da sua família. Para conseguir seu objetivo, decide sequestrar Holly Short, uma elfa que é capitã da LEPRecon. Assim poderá conseguir achar um importante artefato pedido pelo sequestrador.

Os bastidores da saga de Artemis Fowl

Eu nunca li os livros de Eoin Colfer, e confesso que achei a trama um tanto confusa e arrastada. De qualquer maneira, pelo que pesquisei, mesmo quem leu os livros, verá que há várias diferenças no filme. E também há todo o problema dos bastidores. A ideia de filmar as histórias de Artemis Fowl começou em 2001. Mas só começou a decolar quando os direitos forma adquiridos por Harvey Weinstein – sim, ele mesmo! Em 2006, chegou a se anunciar que Saoirse Ronan seria Holly Short num filme dirigido por Jim Sheridan.

Mas nada aconteceu até que a Disney entrou na história junto com Harvey Weinstein. Só que o personagem principal parecia problemático para o estúdio com seu jeito de anti-herói malandro dos livros. Resultado: chamaram Kenneth Branagh para dirigir e mudar o tom da história. E a produção finalmente começou. Mas pensa que o drama terminou aí? Não! Veio a compra da Fox pela Disney, e pior, o escândalo de Harvey Weinstein, que acabou tendo o seu nome removido de tudo ligado a Artemis Fowl. No final, os bastidores acabaram ficando mais interessantes do que o filme. Rsrs!

A crítica

Não que o filme, que estreou direto no Disney Plus, seja ruim. O visual é maravilhoso – Kenneth Branagh é sempre ótimo nisso como diretor. O elenco tem gente incrível como Judi Dench, Josh Gad, Colin Farrell. Entretanto, a gente sabe que o filme teve várias refilmagens de cenas. Ou seja, ficou parecendo uma colcha de retalhos. Artemis ficou parecido um Frankenstein. Uma hora é um garoto insuportável, outras um gênio, outras ainda, um garotinho fofo.

A culpa nem é do garoto Ferdia Shaw (neto de Robert Shaw, de Tubarão), que faz o papel de Artemis. Parece ser mais um daqueles casos em que muita gente põe a mão, e as coisas fogem do controle. Ainda há o personagem de Josh Gad, que é o narrador, e visualmente parece o Hagrid de Harry Potter. Ele parece ter sido colocado ali para dar às crianças algo para rir, mas é sub-aproveitado. Uma pena porque ele é sempre ótimo.

O final do filme dá a entender que a ideia era que houvesse uma continuidade. Provavelmente uma franquia do tipo Harry Potter. Mas não deu certo. Isso prova que até mesmo a Disney erra de vez em quando.

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