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A história do casal de Loving que merece ser conhecida

Eu assisti Loving na época de seu lançamento, em 2016, nos Estados Unidos. Ele nem chegou aos cinemas por aqui, mesmo com a indicação para o Oscar de melhor atriz para Ruth Negga. E, por esse motivo, acabei nem escrevendo sobre ele. Hoje, Loving está disponível nas plataformas digitais para aluguel ou compra (Google Play e Apple TV). Meu amigo José Augusto Paulo, o viu na Netflix lá na Europa onde mora, e fez esse texto sobre ele. Não me lembro muito do filme, mas sim que era uma história muito forte, daquelas que deixam você revoltado. E que eu gostei mais da atuação de Joel Edgerton – que não recebeu uma indicação ao Oscar – do que da de Ruth Negga, rs.  Ambos  foram indicados ao Globo de Ouro. Mas veja a crítica abaixo:

Loving

Havia visto sugestões para assistir esse filme. Mas sempre o punha na lista mental de ‘para assistir um dia no futuro’. Até que assisti a serie Amend. Ela menciona como a história desse casal interracial se tornou um dos símbolos da luta pelos Direitos Civis e por igualdade nos EUA. Quando o procurei na Netflix, me dei conta de que estaria disponível somente até o final desse mês. Uma pena que o filme esteja saindo da listagem na Netflix porque merece ser visto não só pela história em si. Mas especialmente porque foi feito de uma forma que nos traz bem próximos dos personagens reais. E também  de como viam a vida e os desafios que enfrentaram.

O casal da ficção e da realidade

A ficção e a realidade

A história simples mostra facetas dos EUA que hoje parecem inacreditáveis. Richard (o muito convincente Joel Edgerton Boy Erased, O Presente) decide se casar com Mildred (a etíope Ruth Negga – Preacher, Ad Astra). Nada de anormal, mas ele é branco e ela é negra, e os dois vivem no estado de Virginia. E naquela época, o casamento interracial era proibido por lei. Eles são presos, mudam-se para Washington e seguem com suas vidas. O problema é que eles querem voltar para casa. Para tal, por uma série de eventos, decidem levar o seu caso à justiça federal e provar que a lei da Virginia é anticonstitucional.

As atuações são excelentes em um filme dirigido de forma a envolver o espectador na tensão que era a vida deles. Também mostra a forma simples como os dois viam a vida e a injustiça que os afligia. Eles só queriam viver em paz com seus filhos. E para tanto tiveram de lutar muito mais do que imaginaram. O filme, com sua fotografia delicada, por vezes bastante doméstica, mostra isso e bem.

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