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Ad Astra, com Brad Pitt, não é a ficção que você espera

Brad Pitt trabalhou bastante esse ano. Depois de sua ótima participação em Era uma vez em Hollywood (e como estava bonito), ele tem mais um filme para estrear. É Ad Astra – Rumo às Estrelas, que está chegando essa semana aos cinemas. O filme teve sua estreia no festival de Veneza – com a presença do astro. Dirigido por James Gray e produzido pelo brasileiro Rodrigo Teixeira, Ad Astra tem um pouco de várias influências, desde Gravidade, passando por 2001 – Uma Odisseia no Espaço e até Solaris. Mas, isso não quer dizer que o filme esteja no nível destes outros.

A história

O astronauta Roy McBride é chamado para uma missão secreta. Ele precisa desvendar um mistério que está ameaçando o planeta, que tem ligação com uma missão onde seu pai trabalhava quando desapareceu há muitos anos. Em sua jornada por todo o nosso sistema solar, ele vai encontrar as coisas mais improváveis, como feras à solta, foras da lei,  além de mergulhar em um lago em Marte(!), tudo para  encontrar seus pais e as respostas que precisa.  Isso, além de salvar a humanidade, claro!

A crítica

Sou fã de filmes de ficção científica. Gravidade, para mim, está entre os grandes filmes que vi nessa década. Acho que você tem que se sentir completamente envolvida  por um clima solitário e desesperador no espaço. Não senti isso em Ad Astra. Esperava algo épico, que me deixasse sem ar (como Gravidade). Mas, na verdade, a história de um homem que não consegue viver plenamente por causa do desaparecimento de seu pai, não me envolveu.

Não sou grande expert em ciências, mas até para uma leiga, têm coisas mais do que absurdas em termos científicos, como distâncias percorridas, saltos no espaço, explosão nuclear como propulsão. Mas tudo bem, estamos falando de cinema, de ficção, então é possível tomar essas liberdades. Entretanto me senti mais interessada pela história dos piratas no espaço e o que aconteceu com a nave que Brad e seus companheiros encontram no caminho do que propriamente pela busca de Brad para resolver seus problemas com seu pai. Nem mesmo as explicações  sobre o que estava provocando as descargas elétricas que poderiam acabar com o mundo, me convenceram. Confesso que em  diversos momentos tive que fazer um esforço sobre-humano para não “dar umas pescadas”, rs!

Mas, se você é fã de Brad Pitt, ou ainda adora dramas psicológicos familiares, pode ser que se sinta atraído por essa história. Aliás, Brad está ótimo. Ninguém faz pessoas que não sentem nada como ele (rs). No elenco ainda tem Ruth Negga, Donald Sutherland, Tommy Lee Jones, e a coitada da Liv Tyler, que mal diz meia dúzia de palavras. E mesmo assim ainda consegue tirar leite de pedra com sua atuação.

Não é a toa que o filme perdeu nas bilheteria americanas para Downton Abbey. Pena que esse só vai estrear por aqui no final de novembro.

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