Já começo dizendo que não sou jogadora de vídeo games . E acho a franquia de filmes de Resident Evil bem mediana ( apesar de gostar muito de Milla Jovovich). Por isso, fui sem compromisso assistir o novo Resident Evil, que vai estrear nessa quinta nos cinemas . E me diverti horrores ( não resisti à piadinha, rsrs) . Trata-se de um reboot ( nada da Milla ) que é com certeza o melhor filme da franquia.

Bryan (Austin Abrams) é um entregador de medicamentos que está a caminho do Hospital Geral de Raccoon City para deixar uma encomenda. No entanto, o que deveria ser apenas mais uma entrega em uma noite de neve se transforma em uma corrida desesperada pela sobrevivência quando criaturas estranhas surgem no seu caminho. Sem entender o que desencadeou os eventos violentos que estão acontecendo, Bryan tenta chegar ao seu destino e permanecer vivo. O filme se passa no mesmo universo da famosa franquia de videogames da Capcom, mas tem uma história original.
O que achei?
O filme tem a direção de Zack Gregger, também co-roteirista. Ele foi o cara que fez o ótimo A Hora do Mal, e consegue aqui fazer um Resident Evil não só com ação ininterrupta. Mas também com um terror genuíno e um certo humor extremamente eficiente. Para isso ele conta com um protagonista sensacional. Austin Abrams, que já tinha brilhado na ótima série da Netflix , Dash & Lily ( crítica aqui) , tem aqui a performance da sua vida. Isso porque a câmera não o abandona em momento algum. E ele consegue levar o espectador junto em suas descobertas, erros e acertos.

O filme aborda o início do problema, e como as experiências em Racoon City levaram à situação com os zumbis. Mas antes de sabermos disso no filme há um primeiro ato simplesmente sensacional na estrada e em uma fazenda ( não vou entregar mais #semspoilers ). Ponto para o diretor que sabe manter a tensão e a atenção do público. Repare especialmente na fotografia nas cenas de neve – muito linda.

Sei que tem muita gente que não gosta de terror , ainda mais de zumbis ( eu adoro) . E esse Resident Evil, já aviso, tem muitas cenas nojentas. O final é especialmente nojento, com o “rolo compressor” de zumbis. Só que tudo é tão bem “azeitado” que mesmo que você não goste , vai curtir acompanhar essa jornada de Bryan. Eu gostei bastante .

PS – repare também nas rápidas participações especiais de Paul Walter Hauser ( muito bom) e de Kali Reis ( de True Detective) .








































