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Vale a pena conhecer a Rua Cloverfield, 10

Se você pretende aproveitar o fim de semana para assistir Rua Cloverfield, 10, que estreou nos cinemas, um aviso. O filme não tem quase nada a ver com Cloverfield- Monstro, de 2008, que mostrava um grupo de amigos que se aventuram pelas ruas de Nova York enquanto um monstro ataca a cidade. Rua Cloverfield, 10 é muito melhor.

Ele não é uma sequência, mas sim uma história muito boa de suspense que se passa num universo paralelo aos acontecimentos de Nova York. Aqui, toda ação transcorre sob o ponto de vista de Michelle (Mary Elizabeth Winstead), uma jovem que descobriu uma traição do namorado e resolveu sair de casa. Aliás, repare na voz dele enquanto falam pelo telefone. É ninguém menos do que Bradley Cooper, fazendo uma participação na produção da Bad Robot, que foi responsável por seu primeiro grande sucesso, a série Alias. Voltando ao filme, enquanto discute com o namorado com a voz de Bradley Cooper, Michelle tem um acidente feio na estrada. Quando acorda, está num quarto acorrentada. E descobre que foi “salva” por um homem (John Goodman), que lhe conta que o mundo sofreu um apocalipse. Ele explica que o mundo foi destruído e somente os dois e mais o jovem Emmett (John Gallagher Jr.) são os únicos que restaram.

O interessante do filme é que tanto Michelle como o público ficam em dúvida sobre o que é verdade, o que é real. Isso ajuda ainda mais a reforçar o clima de suspense. Mas não é só isso. O filme também tem humor, só que as risadas do público são sempre nervosas por causa do clima de incerteza (um dos roteiristas é Damian Chazelle do ótimo Whiplash). É um triunfo para o seu diretor, Dan Trachtenberg, que faz aqui sua estreia no cinema. E também para o produtor J.J.Abrams, que o descobriu. Além disso, o filme ficou famoso porque foi feito em total segredo. Ninguém ficou sabendo da produção até pouco menos de dois meses antes de seu lançamento. Nesses tempos que todo mundo tem um celular e adora ser o “dono” das fofocas, é realmente surpreendente.

Trachtenberg dirigindo uma das cenas do filme

Isso é o tipo de coisa que tem a cara de J.J. Abrams. Aliás, numa entrevista, ele disse que apesar de aparentemente não terem uma conexão aparente, o estúdio tem um plano de ligar os dois filmes – Cloverfield- Monstro e Rua Cloverfield, 10 – bem como outras possíveis produções futuras da franquia. Considerando que o filme custou 15 milhões de dólares e rendeu até agora 64 milhões somente nos Estados Unidos, é bem provável que venham outros por aí…

O diretor Dan Trachtenberg, John Goodman, Mary Elizabeth Winstead (de Valentino), John Gallagher Jr. e o produtor “mago” J.J.Abrams

 

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