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Parabéns, Liza!!

Existem muitas Lisa’s no cinema. Mas por mais que possam ter aparecido uma ou outra com a mesma grafia, só existe um Liza! Grande diva! Tive duas oportunidades de ver Liza Minelli ao vivo, em shows. Um  foi Liza Live , no início dos anos 90, onde ela estava no auge da energia, da voz, da presença de palco, dançando como nunca. Outra, há uns quatro anos, quando já eram evidentes seu problemas de saúde, foi um tanto melancólico porque o  local não estava lotado como acontecia com ela em outras épocas. Mas a voz e a pose de diva continuavam lá. Foi maravilhoso! Liza, que completa hoje (12) 70 anos,  é uma de minhas duas cantoras preferidas. A outra é Barbra Streisand. E veja só que sonho de foto, que Barbra postou em seu Facebook para parabenizar a amiga:

A legenda do post dizia: “Querida Liza Minelli, você atingiu o GRANDE momento. Bem-vinda ao clube! Feliz aniversário, querida! Amor, Barbra!”

Filha de dois grandes nomes do cinema, a inesquecível Judy Garland e o diretor Vincente Minelli, Liza tem um enorme talento que é fácil de ver em tudo que fez (e faz). Estupenda cantora, maravilhosa dançarina, grande atriz, amiga dos amigos. Teve vários problemas, assim com sua mãe, com álcool, drogas e homens errados como maridos. Mas numa tela, ou num palco, era imbatível. Para se ter uma ideia é uma das poucas profissionais que alcançou o EGOT. Ou seja, venceu o Emmy – com o show Liza with a Z , o Grammy – com o Grammy Living Legend Award (1990) e o Grammy Hall of Fame Award (2008), o Oscar – como a inesquecível Sally Bowles de Cabaret (1972), e o Tony – foram quatro, sendo que com o primeiro, em 1965 por Flora and the Red Menace, ela se tornou a mais jovem da história a conseguir o prêmio de melhor atriz. Mas houve outros como Globo de Ouro, BAFTA, David Di Donatello, entre eles.

Liza estreou no cinema ainda bebê, no final de A Noiva desconhecida, de 1949, no colo de sua mãe, Judy Garland. Já adolescente, apareceu no famoso episódio do programa de TV de Judy, cantando junto com a mãe. Um momento mais do que inesquecível:

https://www.youtube.com/watch?v=ae3EaHR0vlE

Já no cinema, seu primeiro grande momento foi em Os Anos Verdes (1969), onde conseguiu sua primeira indicação para o Oscar. Mas foi com a segunda  que ela arrebatou o prêmio. Devo dizer que sua Sally Bowles de Cabaret é um turbilhão. Naquele ano Liza, além do Oscar, levou basicamente todos os principais prêmios. Merecidamente! É só olhar este momento onde ela canta a principal música do filme, dirigida por Bob Fosse:

https://www.youtube.com/watch?v=5ffToJkszcY

Pena que seu filme seguinte, como um boa maldição do Oscar confirma, não foi grande coisa, Aventureiros do Lucky Lady, com Burt Reynolds. Mas no seguinte, Questão de Tempo, ela estava ótima, dirigida por seu pai, ao lado de Ingrid Bergman. Vale conhecer. Apesar de seu filme seguinte, New York, New York ter sido um fracasso. Eu gosto muito. A direção é de Martin Scorsese, o seu par romântico é Robert DeNiro e o número final é este, um de meus favoritos da história:

Depois Arthur – o Milionário Sedutor, não fez mais nada de grande no cinema. Conseguiu alguns bons papéis em filmes para a TV, como o drama Hora de Viver (1985), que inclusive lhe rendeu um Globo de Ouro. Fez também alguns especiais ótimos. Me lembro bem de dois. O primeiro, Goldie and Liza Together, tinha as duas cantando e dançando. Na época, chegou até a haver um rumor que elas fariam uma versão para o cinema de Chicago, que acabou nunca se materializando. A qualidade do vídeo não está muito boa, a produção é bem anos 80, mas dê uma olhada, seria o máximo, não?

O outro foi o show Baryshnikov on Broadway with Liza Minelli (1980). Veja que delícia de número com os dois interpretando e dançando famosas canções da Broadway. Imperdível

Sua aparição mais recente no cinema foi a divertida participação em Sex and the City 2. Parecia que eram os bons tempos de novo!

Existem 1 comentários

  1. Que matéria maravilhosa, Eliane. Talvez uma das tuas melhores. Além de lembrar os 70 anos dessa deusa, o blog traz um ótimo resumo de sua vida e trajetória, e vários trechos fantásticos, deslumbrantes de sua garra na música. Parabéns, Eliane.

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