fbpx

Os prós e os contras de Espiral – O Legado de Jogos Mortais

Eu assumo que não sou grande fã dos filmes da franquia Jogos Mortais. Vi uns dois ou três. Na última produção, Jogos Mortais: Jigsaw, de 2017, cheguei a entrevistar o próprio intérprete de Jigsaw, Tobin Bell (veja o vídeo aqui). Foi muito legal! Meu problema com a franquia são as cenas extremamente realistas e nojentas das torturas. Mas, no final, esse é o diferencial que faz com que filmes  sobre esses jogos mortais continuem a ser produzidos em Hollywood. O último, Espiral – O Legado de Jogos Mortais,  estreia nessa quinta nos cinemas. E vai surpreender muitos fãs, especialmente porque o ator principal é o comediante Chris Rock.

No filme, ele é o detetive Ezekiel “Zeke” Banks. Zeke é uma persona non grata no departamento de polícia porque no passado denunciou um colega corrupto. Agora, ele tem um parceiro novato Willem (Max Minghella). E juntos tem que desvendar uma série de assassinatos terríveis que estão acontecendo na cidade. E todos eles tem uma característica especial. Se parecem muito com os crimes de Jigsaw. Novas mortes acontecem, e, durante as investigações, Zeke acaba se envolvendo no mórbido jogo do assassino.

Os prós e os contras

Diz a lenda que Chris Rock é um grande fã da franquia. E teria apresentado à produtora Lionsgate a ideia de uma revitalização da franquia de Jogos Mortais. E que a Lionsgate teria aceitado desde que ele estrelasse, além de ser produtor executivo. Bem, partindo desse ponto, vamos aos prós e contras.

  • O filme tem muito de Seven: Os Sete Crimes Capitais, ou ainda O Colecionador de Ossos. Ou seja, um policial vai seguindo mensagens do assassino. Mas não fique muito entusiasmado. Espiral não chega aos pés desses dois filmes. Não é ruim quanto eu esperava. Mas creio que o problema é que esteja aquém do que os fãs da franquia esperavam. E é violento demais para os desavisados que esperam um simples filme policial.
  • Os crimes são bem nojentos, e com requintes de sadismo. Especialmente a primeira morte, que é  a abertura do filme. É a pior.

  • Chris Rock quer visivelmente deixar sua persona de comediante de lado. Entretanto não consegue. E, infelizmente, atrapalha o lado aterrorizante do filme. Talvez com outro ator no papel principal…
  • Se você vê filmes policiais, com certeza perceberá logo quem é o culpado. Ou seja, a reviravolta é absolutamente previsível.
  • Espiral ainda temum elenco de excelente nível. Samuel L. Jackson faz o ex-chefe de polícia , e pai de Zeke. Marisol Nichols (de Riverdale) e Max Minghela (The Handmaid’s tale) tem papéis igualmente importantes.

As referências e o futuro

O diretor Darren Lynn Bousman é um veterano da franquia. Foi o responsável pela direção de Jogos Mortais II, III e IV. Com isso, há várias referências que vão fazer a festa dos cinéfilos. Eu adorei especialmente uma, que não tem nada a ver com a fraquia, mas sim com Samuel L. Jackson. Repare que o cofre da polícia tem o nome da empresa Vincent & Jules. Os cinéfilos vão lembrar que esses eram os nomes do personagens de Samuel e de John Travolta em Pulp Fiction. Rsrs.

O final interessante de Espiral deixa claro que uma sequência está nos planos. Apesar de não ter sido aprovada oficialmente, Chris Rock já declarou em entrevistas que está conversando com o estúdio sobre o assunto. É esperar para ver.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *