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O espetáculo cinematográfico de 1917

Estamos na época de ver os grandes favoritos ao Oscar 2020 (que acontece no próximo dia 9). Só que, ao contrário de anos anteriores, quando havia um franco favorito, ou pelo menos dois, agora tudo pode acontecer na corrida pelo prêmio de melhor filme. Alguns falam de Parasita, que ganhou o prêmio de melhor elenco no SAG’s no último domingo. Outros de Era uma Vez em Hollywood, que levou o Globo de Ouro de comédia/musical. E ainda há aqueles que apostam em 1917, que além do Globo de Ouro de filme de drama, arrebatou o prêmio do Sindicato dos Produtores. Esse fato geralmente significa meio caminho andado para o Oscar de melhor filme. Será que vai ganhar? Bom, você pode formar a sua opinião a partir dessa quinta quando o filme começa a ser exibidos nos cinemas por aqui.

A história se passa durante a Primeira Guerra Mundial. Dois jovens soldados britânicos recebem ordens aparentemente impossíveis de cumprir. Em uma corrida contra o tempo, eles precisam atravessar o território inimigo e entregar uma mensagem que pode salvar 1600 de seus companheiros, inclusive o irmão de um deles.

A história pode ser comum – você  provavelmente já viu várias vezes em diferentes guerras.  Na minha cabeça vem a imagem de Galipolli, de Peter Weir. A diferença aqui é o formato. O diretor Sam Mendes dirige tudo como se fosse um grande plano sequência, com os cortes bem escondidos. É um primor de trabalho. Lembra um pouco Festim Diabólico de Hitchcock. Com isso, e com as incríveis imagens, trilha sonora de primeira, o roteiro comum acaba ficando em segundo plano. Aliás, é o primeiro crédito oficial de roteiro de Sam Mendes, que diz que baseou tudo em memória de seu avô, a quem o filme é dedicado.

O elenco

O início é brilhante. Um momento tranquilo, que vai acabar em um segundo, quando os dois soldados recebem sua nova missão. E aqui vai o destaque para os trabalhos dos semi-desconhecidos, George McKay e Dean Charles Chapman (em papel que quase foi de Tom Holland). Eu digo semi-desconhecidos pois você já os viu antes e provavelmente não se lembra. George é o filho mais velho do Capitão Fantástico, enquanto Dean é o fillho mais novo de Cersei e Jaime em Game of Thrones (sim, o que se joga da janela). Ambos estão ótimos.

E além deles, têm várias participações mega especiais, todos com uma única cena. Colin Firth, Benedict Cumberbatch, Richard Madden, Andrew Scott, Mark Strong. Todos têm os seus momentos. E fazem de 1917 uma festa cinematográfica extremamente rica. Aliás, #ficaadica, têm que ver numa tela bem grande, com um som maravilhoso. O filme merece isso.

E para o Oscar?

Será 1917 que vai ganhar suas 10 indicações? Filme, Direção, Roteiro, Fotografia, Cabelo e Maquiagem, Design de Produção, Trilha Sonora, Efeitos Visuais, Mixagem de Som, e Edição de Som. Pouco provável. mas que deverá sair da festa com pelo menos uns três Oscars, ah, isso é bem possível.

 

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