Há alguns milhões de anos, mais especificamente em 1994 (rsrs), eu lancei em VHS (sim, faz muito tempo) um filme baseado no game famoso de Streetfighter. Tinha ainda Jean-Claude Van Damme, no auge de sua carreira, como Coronel Guille. Só como curiosidade, tinha Kylie Minogue como Cammy, rsrs. O filme era ruim (só Raul Julia, em seu último papel como Bison, se salvava), mas foi um enorme sucesso, especialmente nas locadoras. Muito tempo se passou (houve uma versão em 2009 que desconheço), e Streetfighter está de volta agora aos cinemas. É melhor que a versão que lancei, mas isso não significa grande coisa, rsrs.

A história se passa em 1993 e acompanha os lutadores Ryu (Andrew Koji) e Ken Masters (Noah Centineo) quando eles são colocados de volta no combate. Recrutados pela misteriosa Chun-Li (Callina Liang), os dois se preparam para participar do World Warrior Tournament, uma brutal briga de socos. No entanto, o inesperado é que por trás desse campeonato se esconde uma conspiração mortal, liderada por Bison (David Dastmalchian ). Destinados a encararem seus demônios do passado para sobreviver, eles embarcam em uma luta fatal.
O que achei?
Já começo avisando que não sou o público-alvo do filme. Não gosto de games, e pouco conheço sobre suas histórias. Por isso, dependo do roteiro do filme para entender a história. Dito isso, aviso que o filme começa muito bem. Achei interessante a forma como ele utiliza a animação (excelente) para as cenas de passado. Só que a partir do momento que a história começa com os atores, a coisa se perde no caminho. Imagino que os fãs se envolverão com a história e reconhecerão com gosto todos os personagens . Confesso que me perdi pela quantidade dos coadjuvantes. Marcante mesmo só o Jason Momoa numa participação especial (ele é um dos produtores). Seu personagem Blanka, é enorme , e ele o fez com captura de movimentos. Mas seu carisma se sobressai.

Então, tome muita porrada e bomba. Chega até a cansar para quem busca algo mais. Há uma preocupação clara em agradar os fãs, mas os demais vão se cansar. Confesso que me deixou até sonolenta. E também confesso que não entendi muito bem o que era o tal psycho power, e de onde veio o cara com dreads que luta com Ryu quase no final. Isso sem contar que David Dastmalchian não funciona como Bison, e seu melhor momento acaba sendo uma fala de Raul Julia no primeiro filme sobre uma terça-feira.

E no final…
Mas tudo bem. As lutas são muito bem coreografadas, a fotografia é boa, e os meninos vão gostar, rsrs. Para o resto de nós, resta Noah Centineo, que é sempre uma figura simpática, e é bem eficiente no papel de Ken. Pra quem não se lembra, ele foi catapultado para a fama com os filmes de Para Todos os Garotos que Já Amei. Mas a sensação que fica , é que esse novo Streetfighter é muito formato e pouco conteúdo. Pelo menos para nós , reles mortais, que não conhecemos o jogo.









































