Eu já disse aqui que adoro séries que se passam em cidades pequenas com seus mistérios. Por isso, fiquei bem animada para ver Profundezas, minissérie da Netflix, que vem fazendo bastante sucesso desde sua estreia na semana passada. Mas, confesso, que apesar da boa ideia, apesar de pouco original, Profundezas é bem mediana.

O pescador de uma pequena cidade, Calvin Penney (Josh Hartnett), luta para proteger seus entes queridos e preservar sua profissão em extinção. Só que uma misteriosa criatura marinha causa estragos na comunidade local. Felizmente, Calvin não está sozinho em sua jornada para confrontar o desconhecido. Em um esforço para manter seu filho Wade (Charlie Heaton) e sua família a salvo, ele une forças com a pesquisadora marinha Fonda (Mackenzie Davis) para aprender mais sobre a criatura que espreita sob as ondas e, ao longo do caminho, sobre a história oculta de sua ilha.
O que achei?
Já dou a dica de uma série na mesma linha que é muito superior. Chama-se A Serpente de Essex (crítica aqui), e está na Apple TV. Profundezas começa muito bem, tem um início realmente envolvente com um flashback da infância do personagem principal. Tem também um fim satisfatório, com uma pegada ecológica previsível, mas eficiente. O problema na verdade, acaba sendo o meio. Muitos personagens que não se desenvolvem, excesso de sub-tramas, e poucos, muito poucos momentos de suspense real.

Com isso, mesmo com apenas seis episódios, há uma certa enrolação que faz com que a série perca o ritmo. Mas há, claro, coisas boas. A fotografia é bonita, os efeitos especiais, em sua maioria, eficientes. O próprio “monstro” é bem feito e mostrado na dose certa. Ainda há Josh Hartnett, que vem experimentando um renascimento em sua carreira, que é sempre um bom ator. Charlie Heaton até se esforça para se distanciar de sue personagem de Stranger Things, mas eu acho que ele é exagerado sempre. E ainda há a surpresa da presença de Natasha Henstridge (lembra do terror A Experiência?), que é bem subutilizada.

No final, Profundezas é mediana, mas se você não for muito exigente pode funcionar – ainda bem que é curtinha (6 episódios). Mas perceba que no final fica a ameaça de uma continuação. Será?









































