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As histórias paralelas de Onde quer que você esteja

A história por trás da história de Onde quer que você esteja é muito interessante. Ele foi um curta, feito há 15 anos atrás, pelos diretores Bel Bechara e Sandro Serpa. Na época, conquistou diversos prêmios internacionais. Agora ele teve o roteiro retrabalhado e deu origem ao longa homônimo, que estreou hoje nos cinemas. Débora Duboc e Leonardo Medeiros voltam a interpretar Lúcia e Waldir, como no curta. Só que dessa vez  a história não é só deles, foram envolvidos outros personagens.

A história

O ponto central é a Rádio Cidade Aberta, que transmite semanalmente o programa Onde Quer Que Você Esteja. Nele, as pessoas tentam se comunicar com parentes e amigos desaparecidos.  Já nos bastidores, diversas histórias de vida cruzam-se e transformam-se. Entre elas, há Lucia (Débora Duboc), veterana frequentadora da Rádio, que há meses procura seu marido que saiu de casa e nunca mais voltou, e Waldir (Leonardo Medeiros), que busca notícias sobre sua esposa, que sumiu há poucos dias . Mas há mais! Ana Maria (Gilda Nommace) tenta contato com sua filha Aurora (Samya Pascotto), que fugiu de casa pela terceira vez. Já Jussara (Brenda Ligia) e Afonso (Rafael Maia) buscam seu filho perdido de 7 anos.  Também há a pequena Karina (Luiza Mesquita), que convence a mãe, Laís (Juliana Mesquita), a tentar ajuda na rádio para que seu pai volte pra casa.

A crítica

O filme envolve o espectador na história. Algumas delas são resolvidas, de maneira trágica ou feliz, ou simplesmente inesperada. Algumas são mais interessantes que outras. Por exemplo, o acompanhamento da história de Zélia (Sabrina Greve), que decide ir em busca de sua babá, que foi como sua segunda mãe é um tanto alongado demais, apesar da ótima atuação da atriz. Por outro lado, a história de Ana Maria, é reveladora, e que é importante seguir a vida em determinadas situações.

No geral, apesar de uma estranheza inicial, com a história paralela de Aurora, que fica meio perdida na estrutura do filme, Onde quer que você esteja, se desenvolve bem. Acompanha a jornada de pessoas tão solitárias, todas em busca de respostas que ninguém consegue lhes dar. Cada um vê sua experiência de falar na rádio de maneira diferente. E você como espectador acaba querendo saber mais sobre eles, e qual caminho seguiram depois na vida. Gostei!

Eu conversei com as atrizes Debora Duboc(Lucia) e Gilda Nomacce (Ana Maria) sobre seus personagens, o desafio de filmar essa história, e ainda sobre o drama de pessoas desaparecidas. Veja abaixo:

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